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Defesa

PGR apreende mais imóveis do empresário Carlos de São Vicente

A Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou na Sexta-feira a apreensão de mais imóveis do empresário Carlos de São Vicente, actualmente detido na cadeia de Viana (Luanda), incluindo um que servia de escritório ao antigo presidente da Sonangol, Manuel Vicente.

: Condomínio Sodimo (Praia do bispo)
Condomínio Sodimo (Praia do bispo)  

Segundo um comunicado do Serviço Nacional de Recuperação de Activos da PGR foram apreendidos o Edifício Adli e Thyke Hotel (Tower) em Luanda, um imóvel adjacente ao terminal da transportadora rodoviária Macon, nas imediações do centro de sinistros do grupo AAA e os edifícios n.ºs 29, 30, 31, 32, 33 e 34 situados no condomínio Sodimo, na Praia do Bispo.

Fonte da PGR adiantou à Lusa que o antigo presidente da petrolífera de bandeira e ex-vice-presidente de Angola tinha o seu escritório num imóvel deste condomínio.

As apreensões decorrem de um processo de investigação patrimonial pelos crimes de peculato, participação económica em negócio, tráfico de influências e branqueamento de capitais.

Como fiel depositário foi nomeado o Cofre Geral de Justiça.

Carlos de São Vicente, casado com Irene Neto, filha do primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto, foi constituído arguido e detido preventivamente na passada Terça-feira, após ser ouvido pela segunda vez e ao longo de sete horas na Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP), órgão afecto à PGR, e foi conduzido para a cadeia de Viana, em Luanda.

Em causa está uma investigação que envolve uma conta bancária de Carlos de São Vicente congelada na Suíça, por suspeitas de lavagem de dinheiro com cerca de 900 milhões de dólares, segundo divulgou um blogue suíço que acompanha questões judiciais naquele país.

As autoridades judiciais angolanas já tinham ordenado a apreensão de vários edifícios do grupo AAA, pertencente ao empresário, que está a ser investigado na Suíça por peculato e branqueamento de capitais.

Entre estes estavam os edifícios AAA, dos hotéis IU e IKA, localizados em todo o território nacional e o edifício IRCA, na Rua Amílcar Cabral, em Luanda.

Depois dos edifícios, o Serviço Nacional de Recuperação de Activos da PGR anunciou a apreensão da participação social minoritária de 49 por cento da AAA Activos no Standard Bank, onde o empresário é administrador não-executivo, tendo o mesmo solicitado suspensão das funções enquanto durar o processo.

A PGR pediu também o congelamento de contas e apreensão de bens de Irene Neto, tendo sido enviadas cartas rogatórias a Portugal e Luxemburgo pedindo a colaboração das autoridades judiciais nestas investigações.

O AAA, liderado por Carlos São Vicente, é um dos maiores grupos empresariais do país, operando na área de seguros e da hotelaria.

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