Liberdade de imprensa “sem progressos notáveis” mas com “avanços inegáveis”

O ministro da Comunicação Social considerou que "ainda não houve tempo" para "progressos notáveis" de liberdade de imprensa, afirmando no entanto que houve "avanços inegáveis" nos pouco menos de dois anos, da nova governação.
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João Melo, que falava no ato central alusivo do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, disse, no entanto, ser "compromisso" da tutela trabalhar para que os "progressos e melhorias" no domínio da liberdade de imprensa "sejam constantes e notáveis".

"Para já, não houve tempo para isso, porque na vida da Humanidade os processos históricos, sociais, políticos e económicos levam, necessariamente, tempo, mas já houve tempo, sim, para que os progressos no domínio da liberdade de imprensa em Angola sejam inegáveis" disse.

Segundo o governante, desde a tomada de posse do Presidente João Lourenço, o Governo e a sociedade trabalham juntos para "gradualmente e realisticamente irem introduzindo mudanças e melhorias inegáveis" no domínio da liberdade de imprensa no país.

Para João Melo, as melhorias registadas, em pouco menos de dois anos, "são inegáveis", um cenário, frisou, que é "reconhecido pela sociedade a todos os níveis e em várias ocasiões desde os cidadãos comuns a cidadãos com outro nível de responsabilidade".

"Esse reconhecimento também surge de organizações e entidades internacionais que se dedicam a analisar o estado da informação e da liberdade de imprensa no mundo", apontou.

Aludindo ao relatório da organização Repórteres Sem Fronteiras, divulgado em Abril, que coloca Angola na 109.ª posição com o país, o pior dos lusófonos, a subir 12 lugares no ranking mundial, graças à entrada do novo Presidente, João Melo disse que nesse período Angola "melhorou um pouco mais".

Porque, explicou, a organização - Repórteres Sem Fronteiras - "talvez por falta de informação baseou-se ainda em critérios que na verdade não estão a ser praticados em Angola, embora existam na lei, como os limites financeiros para a criação de novos órgãos".

"Por outro lado, o universo de meios que essa organização analisou também está longe de constituir a totalidade dos meios que compõem hoje o sistema de comunicação social em Angola, deixando de fora meios que estão a ter um papel importante no panorama de media do nosso país", referiu.

Manifestou-se igualmente satisfeito pelas "melhorias por todos reconhecidas", garantindo, contundo, "muito trabalho" para que sejam atingidos "saltos ainda maiores do que aqueles dados desde as eleições de 2017".

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