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Ambiente

Autoridades encerram empresa suspeita de derrame na orla marítima de Cacuaco

O ministro da Cultura, Turismo e Ambiente disse esta Quarta-feira que a empresa causadora de um derrame de resíduos sólidos na orla marítima de Cacuaco, em Luanda, foi encerrada, enquanto decorre o inquérito para apurar o que aconteceu.

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Jomo Fortunato deslocou-se ao local, Domingo, depois de dado o alerta pela administração municipal de Cacuaco, que recebeu a denúncia na passada Quinta-feira, de que uma empresa de recolha de resíduos sólidos seria a responsável daquela situação.

Na altura, foi aberto um inquérito para se saber o que estará na origem do derrame e questionado esta Quarta-feira pela Lusa sobre os resultados do mesmo, o ministro informou que "está em fase final" a investigação.

"Esse tipo de coisas exigem a recolha de amostras e o seu estudo laboratorial e acho que vamos ter novidades depois do fim do ano. Estávamos a pensar que fosse muito breve, mas não, aquilo exige determinado tipo de acuidade tecnológica, que só é possível com uma determinada extensão temporal", respondeu Jomo Fortunato.

Segundo o ministro, a empresa prevaricadora está encerrada às actividades neste momento e as autoridades vão "passar à análise dos resultados e ao respectivo acompanhamento jurídico da questão".

O director municipal do Ambiente e Saneamento em Cacuaco, Francisco Vitorino, disse, Domingo, citado pela Angop, que as amostras recolhidas visam aferir-se de que tipo de derrame se trata e o grau de contaminação que pode causar às espécies marinhas e à saúde pública.

Francisco Vitorino explicou que a vala de drenagem onde ocorreu a situação recebe resíduos de vários pontos, mas o seguimento dos rastos deu à empresa Ango-Jordan, que alega que um dos funcionários colocou cloro para lavar recipiente e, "de forma negligente", despejou o conteúdo no esgoto, dando origem ao derrame.

"O líquido está misturado com óleo queimado e água, não sabemos exactamente de que se trata, vamos aguardar pelos resultados dos exames do laboratório", referiu Francisco Vitorino.