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Construção

Associação Industrial de Angola defende programa de habitação social para criar emprego

O presidente da Associação Industrial de Angola (AIA) defendeu esta Terça-feira, em Luanda, o relançamento dos programas de habitação social para a alta empregabilidade, que passa pela construção civil.

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José Severino falava à margem da conferência "Pensar Indústria 2020", promovida pelo Instituto Nacional de Inovação e Tecnologias Industriais (INITI), que contou com a presença do secretário de Estado do Comércio, Amadeu Nunes.

O responsável associativo disse que a proposta foi apresentada à Comissão da Economia e Finanças da Assembleia Nacional, como uma das propostas para a saída da crise.

Segundo José Severino, o programa de habitação social envolve além do sector da construção, o dos materiais de construção e dos transportes.

"A empregabilidade passa pela construção civil, a indústria é um processo mais lento", referiu.

O presidente da AIA defendeu ainda um apoio às pequenas e médias empresas "de uma forma pragmática e não meramente retórica", salientando que "a taxa de mortalidade", particularmente das micro e pequenas empresas do país é de 80 por cento, uma "das maiores do mundo".

"É uma das maiores do mundo, porque também temos uma alta taxa de propensão a criar riquezas, a criar empresas, portanto há que se fazer uma reconversão", referiu.

Por sua vez, o director nacional da Indústria, César da Cruz, disse que 45 anos depois da independência do país, o sector continua a enfrentar grandes desafios, principalmente no que toca às infra-estruturas, rodoviárias, água e luz.

"Já se fez muito, mas continua a ser necessário fazer-se mais para conseguirmos alimentar a indústria", advogou.

De acordo com César da Cruz, continua a ser feito um trabalho para a expansão da rede eléctrica, necessária para a concretização do desígnio governamental do desenvolvimento do sector agro-industrial.

"O campo encontra-se em zonas longínquas, de difícil acesso, tanto a nível terrestre como aéreo, muitas delas, e para o efeito é necessário fazer-se chegar energia eléctrica e água a estas zonas, a rede nacional de distribuição continua em expansão, tão logo isto seja efectivamente concluído, nós poderemos conseguir implementar indústrias nestes locais e assim aproveitarmos as sinergias entre a agricultura e a indústria", frisou.

César da Cruz disse que Angola tem já alguma indústria expressiva no que se refere ao cimento, detergentes, alimentar, bebidas, embora haja ainda muito trabalho a ser feito em termos de padronização internacional, mas o país está preparado para integrar a Zona de Comércio Livre Continental Africana.