País tem mais de 500 mil pessoas em situação de insegurança alimentar

Mais de 500 mil pessoas estão numa situação de insegurança alimentar em Angola, disse a responsável do Gabinete de Segurança Alimentar do Ministério da Agricultura e Florestas, que defendeu a criação de políticas para evitar agravar o problema.
:
  

Ermelinda Kaliengue, em declarações emitidas pela rádio pública, disse que entre as mais de 500 mil pessoas em situação de insegurança alimentar, mais de 200 mil se encontram em estado de catástrofe.

A responsável sublinhou a situação de crise e de emergência que o país vive, mas defendeu que "o que é preciso é estabelecer políticas e programas, não para debelar a crise, mas para evitar que essa situação se repita".

Segundo Ermelinda Kaliengue, as situações de insegurança alimentar foram detectadas nas províncias do Cunene, parte sul da Huíla, do Namibe e o Cuando Cubango, todas as viverem um período de seca severa.

Questionada sobre se há registo de mortes devido a esta situação, Ermelinda Kaliengue rejeitou, admitindo que poderá ter havido óbitos por causas indirectas. "As pessoas podem eventualmente ter morrido por situações indirectas, mas não, pelo menos não é do nosso conhecimento. Nos estudos que nós realizamos não foram detetadas situações de morte, por falta directa de alimentos", salientou.

Em finais de Outubro passado, a chuva regressou à província do Cunene, no sul do país, na fronteira com a Namíbia, a região mais afectada pela seca, com o registo de dezenas de milhares de mortes de bovinos.

As províncias afectadas pela seca ficaram um ano sem o registo de chuvas, situação que deixou cerca de 2,3 milhões de pessoas sem água e sem alimentos.

Mais Lidas