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Bauxite Angola convoca accionistas para analisar dívidas e prospecção na Guiné-Bissau

A sociedade mineira Bauxite Angola convocou os accionistas para uma assembleia geral extraordinária, no dia 2 de Dezembro, para analisar as dívidas da empresa, venda de acções da Sonangol e prospecções na Guiné-Bissau e na Guiné-Conacri.

: Fazry Ismail/Epa
Fazry Ismail/Epa  

Da ordem de trabalhos, constam o ponto de situação sobre os salários dos trabalhadores, em dívida há vários anos, alienação das acções detidas pela Sonangol, dívidas contraídas no âmbito das actividades realizadas e situação actual dos títulos de prospecção nos dois países.

A Bauxite Angola é uma empresa mista de direito angolano, criada para realizar operações de mineração e investimento em diversos domínios, sendo, desde Setembro de 2007, titular de direitos mineiros sobre os jazigos de bauxite da Guiné-Bissau.

Em Abril de 2018, o então segundo vice-presidente do parlamento de Angola, Higino Carneiro (hoje acusado de peculato e gestão danosa de bens públicos), anunciou a intenção de retomar os projectos de exploração da bauxite na Guiné-Bissau, no final de um encontro com o chefe de Estado guineense da altura, José Mário Vaz.

Higino Carneiro afirmou ter manifestado o interesse de Angola em "continuar a desenvolver os projectos", que tiveram início em 2007 com a assinatura do acordo bilateral de cooperação, altura em que Angola trouxe para a Guiné-Bissau duas empresas para desenvolver actividade no ramo mineiro e no ramo da agricultura e indústria.

O projecto de exploração da bauxite na Guiné-Bissau estava orçado em mais de mil milhões de dólares, mas a cooperação entre os dois países foi suspensa em Abril de 2012, na sequência de um golpe militar ocorrido em Bissau, que levou à saída forçada do contingente do exército angolano estacionado na Guiné-Bissau, Missang.

A Bauxite Angola tem também salários por pagar a 140 trabalhadores, dívida que, pelo menos, até 2018, não estava saldada.

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