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Ministra da Saúde alerta: “Estão a morrer mais pessoas nos últimos dias de covid-19 do que por malária”

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, informou que o país está a registar nos últimos dias mais mortes por covid-19 do que por malária, deixando um apelo à população para que continue a cumprir com as medidas de prevenção, nomeadamente a utilização de máscara e a lavagem das mãos.

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"Estão a morrer mais pessoas nos últimos dias de covid-19 do que por malária. Este é o momento de fazermos uma reflexão, uma introspecção profunda sobre o nosso comportamento ou atitude em relação à protecção individual e colectiva. São medidas simples como o uso correcto da máscara, a lavagem frequente das mãos, o distanciamento entre as pessoas", assinalou a ministra.

Em relação aos ajuntamentos, a responsável pela pasta da Saúde disse que se verifica um comportamento anormal, com muita gente a não cumprir o uso da máscara, vários convívios familiares de grande dimensão, festas, ajuntamentos nas praias e outras actividades na via pública que não ajudam a conter a doença.

"Se não cumprirmos com as medidas estabelecidas nos vários Decretos de Estado de Calamidade, infelizmente vamos perder os ganhos que obtivemos ao longo desta luta toda", lamentou, em comunicado do Governo a que o VerAngola teve acesso.

A ministra disse ainda que a Comissão Multissectorial tem estado a acompanhar regularmente a evolução dos doentes nas várias unidades sanitárias e constatou que foram afectados pela terceira vaga. Num grupo de mais 500 pacientes internados, incluindo crianças, apenas um faleceu, mesmo estando vacinado, porque tinha outras doenças de gravidade elevada.

"Temos estado a fazer rastreio em escolas e encontramos casos de covid-19 em crianças", alertou.

A ministra lembrou que o país teve a primeira vaga em Outubro de 2020, com 5635 casos confirmados, dos quais 99 óbitos e 2472 recuperados. Já a segunda vaga teve o seu pico em Maio, altura em que o país tinha 7899 casos confirmados, dos quais 198 óbitos e 3703 recuperados.

"Queremos dizer que, de uma vaga para outra, a situação tem estado a agravar-se. Nós ainda estamos na curva ascendente e de forma acelerada, e já estamos em 14.459 casos, 549 óbitos e 10.881 casos recuperados", referiu.

Nesta última vaga, segundo a ministra, o país está com o triplo de casos em relação às anteriores vagas, estando a contribuir para este crescimento galopante as variantes Alfa, Beta e a Delta, que circulam em todo o território.

Sílvia Lutucuta reforçou a informação de que as novas variantes são mais mortais e afectam pessoas de qualquer idade e sexo, com ou sem comorbidades. "Ao contrário da variante inicial, estas novas variantes podem infectar mais do que nove pessoas. Precisamos de vacinar pelo menos 100 mil pessoas por dia em todo o território nacional para conseguirmos atingir a nossa meta de vacinar pelo menos 60 por cento da população elegível", frisou.

Até Dezembro, o Governo pretende vacinar 7.8 milhões de habitantes com mais de 18 anos.
Por fim, Sílvia Lutucuta apelou à população a aderir à vacinação, por ser uma arma importante de combate à covid-19.

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