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SISTEC assinala três décadas de resiliência e firmeza no mercado nacional

A SISTEC assinalou, no passado dia 1 de Julho, 30 anos de existência. Ao longo destas três décadas, a empresa foi consolidando a sua presença no mercado nacional, adaptando e expandindo a sua actividade.

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O que começou por ser uma empresa pequena, com pouco mais de 20 trabalhadores, foi crescendo e expandindo-se um pouco por todo o país.

"Ao longo dos anos, fomos expandindo a nossa presença por todo o país, através da abertura de filiais em Benguela, Lubango, Huambo, Cabinda, Sumbe, Gabela, Namibe, Uíge, Malanje, Saurimo e Caxito, num período em que o país se encontrava numa guerra civil", informou António Candeias, presidente do Conselho de Administração (PCA) da SISTEC, no seu discurso durante as comemorações dos 30 anos da empresa.

Fundada a 1 de Julho de 1991, a SISTEC, na altura, era composta por 23 trabalhadores e a sua actividade focava-se na comercialização e assistência a fotocopiadoras e equipamentos informáticos.

Desde então que a empresa se foi "afirmando no mercado", conta o PCA, acrescentando que a SISTEC foi aumentando as suas "áreas de intervenção".

"Entrámos na produção industrial, através da montagem de computadores, fabrico de cofres fortes ainda hoje utilizados por imensas empresas, mobiliário metálico, televisões e fogões". Contudo, tiveram de "pouco a pouco ir suspendendo a produção por dificuldade de competir com marcas estrangeiras e falta de apoio à produção local", acrescentou, completando que a empresa também firmou várias parcerias internacionais e apoiou várias iniciativas, no âmbito da responsabilidade social.

Também o número de colaboradores começou a crescer: em 2014, os 23 trabalhadores iniciais transformaram-se em 1310.

Mas, a chegada da crise económica abalou a 'família' da SISTEC, que teve de passar por um processo de redimensionamento. Actualmente, a empresa tem 12 lojas, espalhadas por quatro províncias (Luanda, Benguela, Huambo e Huíla), e emprega 600 trabalhadores.

"Os últimos anos como sabem têm sido difíceis para todos, com o covid a agravar a situação e não existem pessoas ou empresas imunes às consequências que daí resultaram, o que tem levado à falência de milhares de empresas", afirmou.

António Candeias adianta que a empresa teve de "redimensionar e repensar" a sua actividade para continuar a pertencer ao tecido empresarial do país.

Sublinhando que não cruzaram os braços, o PCA reforçou que a empresa continua "a investir na reabilitação e melhoramento de várias lojas, tornando-as mais apelativas no sentido de trazer os clientes a locais onde se sintam bem".

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