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MPLA quer “único interlocutor” a tratar “preocupações” de antigos combatentes com o Estado

O MPLA defende a união das diferentes associações representativas dos antigos combatentes angolanos para que um “único interlocutor” trate com o Estado os problemas socioeconómicos que enfrentam.

: Lusa
Lusa  

Para a vice-presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), Luísa Damião, ao se dignificarem "os que lutaram para a concretização dos ideais e aspirações do povo angolano", está-se "a dar lições de como se constrói um país para as presentes e futuras gerações".

A líder partidária, que falava na abertura da reunião metodológica do departamento dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria do seu partido, afirmou que os 64 anos de "muitas lutas e muitas vitórias do MPLA têm marcas indeléveis dos valorosos antigos combatentes".

"Que nos ensinaram a valorizar e defender as principais conquistas do povo angolano", disse Luísa Damião.

"É por isso que devemos sempre denunciar aqueles que pretendem criar instabilidade e instalar o caos no nosso país, minando a paz, a unidade, a reconciliação nacional e, sobretudo, a marcha para o desenvolvimento arduamente almejado", exortou.

Um olhar à questão da "assistência aos antigos combatentes, sua situação social, eficácia dos programas sociais em curso e o estado de pagamento das suas pensões" deve nortear as reflexões do encontro, defendeu.

Segundo a também deputada dos "camaradas", é fundamental também um "olhar estratégico para a qualidade do diálogo, o fortalecimento e a corporização da orientação de João Lourenço, presidente do MPLA, sobre o diálogo com um único interlocutor de associações dos antigos combatentes".

"Estamos confiantes na certeza da vitória do MPLA, cientes dos desafios que temos pela frente. Tal como no passado, contamos com a experiência e a inspiração da capacidade de resiliência dos antigos combatentes e veteranos da pátria", notou Luísa Damião.

A necessidade do "aumento da pensão" de reforma, "incompatível ao actual custo de vida", lidera as preocupações dos antigos combatentes angolanos, como relatam publicamente as respectivas associações.

Um grupo de antigos combatentes angolanos ameaça, há meses, realizar manifestações para "exigir" o pagamento de pensões de reforma e subsídios.

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