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BNA recomenda entrada de bancos angolanos no mercado de capitais

O governador do Banco Nacional de Angola (BNA) encorajou esta Sexta-feira os bancos nacionais a entrarem no mercado de capitais, considerando que esta é também uma forma de reforçar a transparência das instituições financeiras.

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Falando no encerramento do XI Fórum Banca, organizado pelo jornal Expansão, José de Lima Massano encorajou as instituições financeiras "a considerar a cotação das suas acções na Bolsa de Valores de Angola" a fim de reforçar o escrutínio e a transparência" considerando as obrigações de prestação de informação ao mercado em tempo útil em observância das exigências de calendário estabelecido pelas bolsas".

Além disso, prosseguiu, a entrada para o mercado regulamentado de capitais pode também facilitar o reforço da própria estrutura de capitais por acesso ao financiamento através da emissão de acções a novos investidores ou mesmo accionistas existentes ou de obrigações a investidores institucionais ou particulares".

Outras vantagens são é a liquidez para os accionistas , facilitando a veda de acções e proporcionar o alargamento da base de investidores , dar maior viabilidade e prestigio às instituições e aumentar a sua credibilidade junto de fornecedores, clientes e banca internacional

"Atrai o investimento externo, valoriza a poupança e orientação para activos financeiros em moeda nacional", salientou Lima Massano.

O responsável do BNA acrescentou que a instituição se tem empenhado no reforço da solidez do seu quadro regulamentar e está a implementar a metodologia de análise e avaliação do supervisor, desenvolvida pela autoridade de supervisão europeia, conhecida pela sigla SREP, que designa um conjunto de procedimentos que visam assegurar que cada instituição financeira dispõe de estratégias, processos, capital e liquidez adequados aos riscos a que está ou poderá vir a estar exposta.

"A implementação desta metodologia vem alterar significativamente a abordagem de supervisão prudencial das instituições financeiras nacionais e tornar o processo mais estruturado consistente, robusto, baseado no risco e virado para o futuro", realçou Lima Massano.

O BNA tem também em curso um projecto para adopção de Suptech (abreviatura em inglês de Supervisory Technoloy) para obter ganhos de eficiência nos processos de supervisão prudencial através de uma monitorização em tempo real dos riscos micro e macroprudenciais inerentes às instituições financeiras que serão alargados à supervisão comportamental, Central de Risco de Crédito e para o Fundo de Garantia de Depósitos.