BCP diz que se mantém posição sobre a participação da Sonangol no banco português

O presidente executivo do banco português BCP disse que não há qualquer alteração à posição conhecida sobre a participação no banco da Sonangol, após notícias que falavam do interesse da petrolífera em reduzir participações no sector financeiro.
Hugo Amaral:
    Hugo Amaral

“O plano de desinvestimentos da Sonangol no sector financeiro não é novidade. O BCP tem contacto permanente com os representantes do accionista Sonangol e pode confirmar que não há qualquer alteração à posição que oportunamente foi dada a conhecer por fontes oficiais ao mercado”, disse Miguel Maya, numa breve nota à comunicação social.

O jornal Expansão noticiou que a Sonangol está a finalizar a estratégia para se desfazer das participações que detém em bancos nacionais e no português BCP e que a preferência passa por vender as acções em bolsa.

A Sonangol é o segundo maior accionista do BCP com 19,49 por cento do capital, a seguir ao grupo chinês Fosun, com 27,06 por cento, segundo dados de final de 2018.

Em Maio deste ano, o presidente do BCP já tinha dito que não antecipava qualquer consequência na posição accionista da Sonangol da alteração na administração da petrolífera.

"Não antecipo nenhuma consequência dessa alteração da mudança da Sonangol", afirmou Maya na conferência de imprensa de apresentação de resultados do primeiro trimestre, período em que o banco registou lucros de 153,8 milhões de euros, mais 79,7 por cento face aos mesmos três meses de 2018.

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