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Fase preliminar da construção da Refinaria de Cabinda já foi concluída

No mês passado a fase preliminar de construção da refinaria de Cabinda foi dada como terminada. Esta fase previa a desminagem, limpeza e tratamento do local onde vai ser construída a refinaria – uma empreitada que está previsto ser concluída em 2023.

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Em comunicado, citado pela Angop, os responsáveis pelo projecto fizeram ainda saber que a accionista e parceira da Sonaref no projecto, a Gemcorp, vai injectar mais dinheiro no projecto. A empresa vai investir mais 30 milhões de dólares que serão usados para criar um sistema de pipeline e bóias de amarração, que visa permitir aos navios de grande porte atracar perto da refinaria para abastecer.

Além da fase preliminar, o estudo de engenharia que estava a ser desenvolvido e que integra o plano da obra e o que será construído – como o design de construção de uma unidade de destilação de 30 barris de petróleo bruto por dia, a construção de tanques de armazenamento e das infra-estruturas de apoio à refinaria, entre outras – já foi dado como concluído.

Segundo fontes ligadas à construção da refinaria, citadas pela Angop, a primeira fase da obra poderá arrancar já em Agosto. Caso isso aconteça, esta deverá ser dada como concluída durante o próximo ano.

Inicialmente, a refinaria vai conseguir refinar um total de 30 mil barris de petróleo por dia. Contudo, a segunda fase da empreitada prevê aumentar essa capacidade para o dobro e ainda avançar com a o processo de reformação da nafta (derivado do petróleo).

Na terceira fase da obra, a Refinaria de Cabinda passará a conseguir produzir gasóleo, estimando-se que até 2023 a refinaria esteja pronta para fornecer gasolina, gasóleo, combustível para aviões e nafta tanto para o mercado nacional como para o internacional.

Reginald Crawford, da Gemcorp, afirmou que a empresa está a tentar cumprir todos os prazos estipulados. O responsável admitiu ainda que a Refinaria de Cabinda irá ajudar a economia nacional a crescer, uma vez que a importação de combustíveis irá reduzir.

Até ao momento, a refinação do petróleo é o ponto fraco do país, uma vez que Angola importa todos os combustíveis que usa.

Além da diminuição das importações, a refinaria irá também criar novos postos de trabalho, prevendo-se que durante a sua construção sejam criados cerca de 1600 empregos. Quando estiver totalmente construída, a refinaria deverá criar cerca de 1500 novos postos de trabalho.

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