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Governo vai instalar 30 fábricas de lapidação de diamantes nas Lundas

O Governo pretende instalar 30 fábricas de lapidação de diamantes em algumas zonas de exploração localizadas na Lunda Norte e na Lunda Sul. De acordo com o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, o Executivo pretende construir 26 unidades em Saurimo (Lunda Sul) e quatro fábricas no Dundo (Lunda Norte).

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A instalação das fábricas nestas províncias visa ajudar a fomentar o desenvolvimento da região leste do país.

Visando acrescentar valor aos diamantes produzidos no país, o Executivo começou a erguer o Pólo de Diamantes em Saurimo. Localizado na Lunda Sul, este pólo deverá começar a operar este ano, com quatro fábricas de lapidação.

A par das unidades fabris, o pólo também vai contar com uma escola para formar lapidadores nacionais. De acordo com o Jornal de Angola, as formações já arrancaram, embora estejam a ser feitas num edifício provisório. De momento, 35 jovens recebem formação para que a produção das fábricas de lapidação seja garantida no futuro.

Nos planos do Executivo consta ainda a implementação de quatro fábricas de lapidação no Dundo.

O Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, citado pelo Jornal de Angola, prevê ainda para este ano instalar pelo menos uma fábrica na província.

Para Diamantino Azevedo, a lapidação de diamantes no país não será fácil, mas admitiu que esta aposta do Governo pretende chegar, a médio e longo prazo, a pelo menos 10 por cento dos objectivos: "Queremos atingir 10 por cento das intenções, mas é necessário o esforço de todos, para acrescentarmos valor ao nosso diamante, criar mais empregos e promover, no futuro, a indústria da joalharia".

Sobre a produção industrial de diamantes, o ministro admitiu que a mudança da sede da Endiama para a Lunda Norte abrirá novas portas e permitirá acompanhar e dinamizar melhor os investimentos.

"Não se trata de uma operação cosmética, mas de um compromisso já assumido pelas estruturas centrais junto do governador Ernesto Muangala, sobre a necessidade de a Endiama reforçar a sua presença na província da Lunda Norte, melhorar a sua actuação e estar próximo dos operadores diamantíferos, para que, aos poucos, se vá tornando mais activa a parte operacional", considerou Diamantino Azevedo.

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