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Economia

Países lusófonos mais do que duplicaram importação de produtos chineses em Março

As exportações dos países lusófonos para a China cresceram em Março 0,7 por cento e a importação de produtos chineses aumentou para mais do dobro em relação ao mês anterior, indicam dados oficiais divulgados esta Sexta-feira.

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Em Março, os países de língua portuguesa exportaram para a China mais 0,7 por cento, num valor total de 7,5 mil milhões de dólares, de acordo com os Serviços de Alfândega chinesa.

Já os países lusófonos importaram produtos chineses no valor de 3,09 mil milhões de dólares, mais 128,7 por cento, em relação a Fevereiro, referiram os mesmos dados disponíveis na página do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau).

Em Março, o Brasil continuou a ser o principal parceiro da China no âmbito do bloco lusófono, tendo registado trocas comerciais de cerca de oito mil milhões de dólares, mais 15,39 por cento em relação ao mês passado.

Nesse mês, Brasília exportou para Pequim produtos no valor de 5,4 mil milhões de dólares, menos 6,83 por cento. Contudo, o Brasil adquiriu à China bens no valor de 2,5 mil milhões de dólares, um aumento de 133,13 por cento.

Angola surge no segundo lugar do 'ranking' lusófono com trocas comerciais com a China no valor de 1,95 mil milhões de dólares, uma variação positiva de 31,91 por cento.

Luanda enviou para Pequim mercadorias no valor de 1,83 mil milhões de dólares, mais 29,86 por cento em relação ao mês passado, e comprou à China produtos no valor de 111 milhões de dólares, mais 78,44 por cento.

As trocas comerciais em Março passado entre China e Moçambique foram de 158 milhões de dólares, mais 43,72 por cento, se comparado com Fevereiro de 2020.

No primeiro trimestre do ano, as exportações dos países lusófonos para a China caíram 5,15 por cento, em comparação com o período homólogo de 2019, fixando-se em 23,2 mil milhões de dólares, segundo a mesma fonte.

As importações de produtos chineses para os países lusófonos, também nos primeiros três meses do ano, decresceram 5,08 por cento, atingindo os 8,7 mil milhões de dólares.