Produção petrolífera aumenta em Março contrariando a tendência da OPEP

Angola produziu 1,454 milhões barris de petróleo por dia em Março, mais sete mil barris face a Fevereiro, contrariando a tendência da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), com uma quebra total de 534.000 barris diários.
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Segundo o mais recente relatório mensal da organização, publicado Quarta-feira e que se baseia em fontes secundárias, Angola registou um aumento face aos 1,448 milhões de barris registados em Fevereiro, valor revisto em baixa face aos primeiros dados, que apontavam para uma produção diária de 1,457 milhões de barris.

Ainda assim, o ligeiro crescimento da produção petrolífera não afectou a quebra registada pelos 14 países da OPEP, que tiveram uma baixa de 534.000 barris por dia, para 30,022 milhões de barris diários, depois de, em Fevereiro, ter alcançado os 30,557 milhões.

A OPEP refere que esta baixa foi condicionada pela quebra da produção na Arábia Saudita (menos 324.000 barris diários), Venezuela ( menos 289.000 barris diários) e Iraque (menos 126.000 barris diários).

Os dados apontam que Angola manteve, assim, a posição de segundo maior produtor africano de crude, atrás da Nigéria.

A Nigéria, líder africana na produção petrolífera, viu a sua produção diária aumentar em 11.000 barris de crude, alcançando os 1,733 milhões de barris por dia em Março, depois de uma revisão em baixa dos valores de Fevereiro, que passaram de 1,731 milhões de barris por dia para 1,723 milhões de barris por dia.

O último relatório da OPEP refere também que, em termos de "comunicações directas" à organização, Angola terá produzido 1,373 milhões de barris de petróleo por dia em Março.

Os números apresentados pela OPEP com base em dados de fontes secundárias contrariam, desta forma, as "comunicações directas", no mesmo mês, que apontam para uma diminuição de 50.000 barris diários na produção nacional, face a Fevereiro.

Os dados constantes nas "comunicações directas" não totalizam as variações dos 14 países da OPEP uma vez que nem todos os disponibilizaram.

Ainda assim, os dados cedidos pelos governos venezuelanos e árabes apontam quebras de 472.000 barris diários e 350.000 barris diários, respectivamente, nas suas produções.

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