Portugueses da MCA com contrato superior a 200 milhões para obras nas encostas de Luanda

O grupo português Manuel Couto Alves (MCA) foi escolhido pelo Governo para duas empreitadas de estabilização e arranjos exteriores nas encostas da Boavista e Sambizanga, em Luanda, por 218 milhões de dólares.
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A primeira empreitada, de acordo com a autorização ao negócio concedida por despacho do Presidente de 1 de Março a que a Lusa teve acesso, envolve a conclusão da primeira fase das obras de protecção e estabilização, arranjos exteriores e equipamentos sociais das encostas da Boavista e Sambizanga.

O documento realça a necessidade de "maior dinamismo" na implementação e avança com a rescisão dos contratos de execução da mesma obra celebrado com a empresa Soares da Costa, ao mesmo tempo que aprova a contratação da MCA Vias, por 32,5 milhões de dólares, para concluir a obra.

Paralelamente, através de outra autorização governamental, a MCA Vias é ainda contratada, por 186,9 milhões de dólares para a fase complementar dos trabalhos na mesma área, que visam "potencializar ao máximo o investimento" nas obras da primeira fase do projecto de protecção, estabilização, arranjos exteriores e equipamentos sociais naquelas encostas, entre a Boavista e Sambizanga.

O objectivo desta segunda obra, lê-se no documento, é garantir uma "integração global" entre a rotunda da Boavista, São Paulo, Miramar e Largo do Ambiente com as infra-estruturas do projecto de requalificação da zona do Sambizanga.

Em Dezembro último, de visita a esta área, o Presidente José Eduardo dos Santos, manifestou preocupação com a questão do realojamento dos populares que habitam ainda na zona de requalificação urbana do distrito urbano do Sambizanga, em Luanda.

Em toda aquela zona decorre desde 2011 o projecto de requalificação urbana do Sambizanga e segundo o chefe de Estado há necessidade de cerca de 9400 casas para o realojamento dessas famílias.

A informação avançada pelo ministro da Construção, Artur Fortunato, durante o encontro dá conta que do total de casas necessárias apenas 50 por cento têm contratos garantidos para a sua construção. "Quer dizer que vamos ter que encontrar soluções para o resto", disse José Eduardo dos Santos.

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