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Angola avança com postos fronteiriços para acesso de turistas ao Okavango

O Presidente da República autorizou a celebração de contratos de obras públicas para a construção de quatro postos fronteiriços de acesso à região angolana do Okavango, província do Cuando Cubango, para facilitar o acesso e mobilidade de turistas.

: Angop
Angop  

João Lourenço, em despacho presidencial n.º 53/24 de 16 de Fevereiro, referiu que a medida, enquadrada na promoção e desenvolvimento do turismo, surge para atrair um número significativo de turistas internacionais àquela região do sul de Angola, na província do Cuando Cubango, que faz fronteira com a Namíbia e a Zâmbia.

Facilitar a mobilidade e o acesso de turistas a Angola, com a criação de condições para aceder à região, constitui também um dos propósitos do despacho, que formaliza a abertura do procedimento o concurso limitado por prévia qualificação para o efeito.

O Presidente, neste despacho já publicado em Diário da República e consultado esta Terça-feira pela Lusa, delega competência ao ministro do Interior, com a faculdade de subdelegar, para a aprovação das peças do procedimento, bem como para a verificação da validade e legalidade de todos os actos.

O Ministério das Finanças é autorizado a disponibilizar os recursos financeiros necessários à execução dos contratos, refere-se no documento.

A região do Okavango, na província do Cuando Cubango, é um sítio turístico onde abundam recursos hídricos, fauna e flora selvagens que o Governo angolano quer usar para atrair mais turistas nacionais e estrangeiros.

A Agência Nacional para a Gestão da Região Angolana do Okavango promoveu, em Janeiro, o 1.º fórum de investidores para a região, que congregou investidores, operadores turísticos, economistas e demais actores onde avaliaram as oportunidades de investimentos.

Acessos e falta de postos fronteiriços são apontados como alguns dos obstáculos ao desenvolvimento do turismo na bacia do Okavango em Angola, como disse anteriormente à Lusa Gime Sebastião, responsável da Área Transfronteiriça de Conservação do Kavango Zambeze (ATFC KAZA), que congrega cinco países e 36 parques nacionais, numa área total de 520 mil quilómetros quadrados.

Angola, com 90 mil metros quadrados, compreendendo quatro municípios (Cuito Cuanavale, Dirico, Rivungo e Mavinga), detém a terceira maior parcela desta área da província do Cuando Cubando, uma das mais extensas e remotas de Angola, ocupando uma área com o dobro de Portugal.

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