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Mais de 100 pessoas vindas da China estão em quarentena em Luanda

Pelos menos 114 pessoas, nomeadamente 42 angolanos, 70 chineses, um brasileiro e um marfinense, provenientes da China, estão em quarentena em dois centros de Luanda para controlo médico sobre possível contaminação pelo coronavírus, foi esta Sexta-feira anunciado.

: Emmanuel Mwiche
Emmanuel Mwiche  

Segundo o inspector-geral de Saúde, Miguel de Oliveira, medidas de quarentena estão a ser implementadas no país em função de um comunicado do Governo de 6 de Fevereiro, garantindo que o país não registou casos positivos.

Em conferência de imprensa, esta Sexta-feira, na sede do Ministério da Saúde, em Luanda, o responsável disse que os dois centros, localizados nas regiões de Calumbo e Barra do Cuanza, arredores de Luanda, têm todas as condições para o efeito e contam com oito médicos e 70 técnicos de saúde.

"Todos os viajantes em quarentena são assintomáticos, são viajantes que não vêm do centro epidémico da China, mas de diversas províncias da China e estão em quarentena de acordo com as normas vigentes", explicou.

Miguel de Oliveira pediu igualmente "calma" aos moradores das zonas vizinhas aos centros, garantindo não existir razões de pânico: "não há razões para que a população se preocupe com os centros ali instalados".

"E os nossos técnicos estão a interagir com a comunidade no esclarecimento de eventuais rumores e aspectos que podem solicitar dúvidas", salientou.

O inspector-geral de Saúde adiantou também que, nas últimas 24 horas, o país rastreou, no aeroporto internacional 4 de Fevereiro, 819 cidadãos nacionais e 630 estrangeiros.

"Até agora não tivemos nenhum caso positivo", frisou Miguel de Oliveira, acrescentando que Angola já registou dois casos suspeitos de coronavírus que "laboratorialmente foram negativos".

Uma comissão inter-ministerial está a implementar o plano de contingência que prevê quatro fases, nomeadamente a pré-epidémica, epidémica, intra-epidémica e a pós-epidémica, "com as medidas devidamente reescalonadas".

Medidas no âmbito do plano de contingência estão a ser adoptadas em 32 pontos de entrada já identificados em Angola, nomeadamente portos, aeroportos, postos fronteiriços, entre outros.

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