Ver Angola

Política

Líder de novo partido político considera “selectivo e ineficaz” combate à corrupção

O coordenador da comissão instaladora do Partido de Libertação e Unidade Social (PLUS), Albino Wassuca, considerou hoje "selectivo e ineficaz" o combate à corrupção no país, pedindo "maior abrangência" nas acções.

: Sala momentos antes do início da apresentação pública do partido
Sala momentos antes do início da apresentação pública do partido  

"Penso que neste momento sim, este combate [contra a corrupção] está a ser selectivo, porque existem muitas pessoas que desviaram fundos públicos que não estão em contas com a Procuradoria-Geral da República", afirmou esta Quarta-feira Albino Wassuca, em declarações à Lusa.

Segundo o responsável, que falava após a apresentação pública da nova formação política, o combate à corrupção deve ser mais efectivo, incentivando a Procuradoria-Geral da República (PGR) a trabalhar de "forma generalizada" para "tirar o país das lamas onde" se encontra economicamente.

O combate à corrupção, impunidade e o nepotismo são os eixos da governação do Presidente, João Lourenço, no poder há dois anos.

Para o líder do PLUS, o modelo de combate à corrupção, neste momento, "não é o mais eficaz", mas a nova formação partidária apoia "o combate à corrupção" e incentiva "o Governo a prosseguir" com esta prática.

"Porque, quando um país está corrompido ou é corrupto não há desenvolvimento socioeconómico e é necessário que existam leis que regulamentem que as pessoas não possam extraviar o erário, o servidor público deve servir exactamente os angolanos", defendeu.

Questionado sobre o modelo ideal ou eficaz para o combate à corrupção, Albino Wassuca afirmou que o primeiro passo é o cumprimento da lei para todos:"E a lei não diz que devemos fazer um combate à corrupção de forma selectiva".

"Existem muitas pessoas que desviaram fundos públicos, tenho a certeza que a PGR conhece e sou de opinião que esse combate deve ser genérico", sustentou.

O Partido de Libertação e Unidade Social, constituído em Outubro de 2019 e apresentado esta Quarta-feira em Luanda, conta com representações em 12 das 18 províncias onde já recolhe assinaturas para a sua legalização.

Relacionado