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Saúde

Presidente da República inaugura maior centro de hemodiálise do país

Chama-se SOL e quer ser como que uma ‘luz’ na vida de pacientes com doenças renais. A nova unidade sanitária dedicada à hemodiálise – a maior do país – é inaugurada esta Segunda-feira por João Lourenço e conta apoiar mais de 200 pacientes por dia.

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Situado no Benfica, em Luanda, o centro quer devolver conforto e dignidade aos doentes, através da qualidade e modernidade das instalações, equipamentos e atendimento. "Dar esse conforto e uma temperatura agradável ajuda na qualidade de vida do doente e no seu estado psicológico", realçou a enfermeira Carla d'Oliveira, coordenadora do projecto, ao portal do Governo.

A responsável vai liderar uma equipa composta por 65 técnicos de enfermagem, 15 enfermeiros, quatro médicos nefrologistas e 11 residentes, igual número de vigilantes, cinco psicólogos e o mesmo número de secretários clínicos, um assistente social, três nutricionistas e dois gestores administrativos.

Esta que é a 13.ª unidade de tratamento da insuficiência renal no país vai acompanhar pacientes na casa dos 30 anos que se deparam com problemas renais. "Vamos trabalhar com rins artificiais, para assegurar alguma normalidade na vida dessas pessoas, e até mantê-los vivos e activos ou úteis por vários anos", realçou Vanda Teixeira, directora clínica do centro.

O Centro SOL conta com oito salas de tratamento, uma das quais de isolamento, dedicada a pacientes que tenham testado positivo à covid-19.

As sessões de hemodiálise, que duram até quatro horas e são realizadas três vezes por semana, dividem-se em três períodos diferentes: das 06h00 às 11h00, das 12h00 às 16h00 e das 17h00 às 21h00. Os pacientes do cento vão dispor de uma ambulância para prestar auxílio nas deslocações.

Recorde-se que a hemodiálise é um tratamento para pacientes com insuficiência renal aguda ou crónica. Em Angola, estima-se que existam entre 1500 e 1600 pessoas com insuficiência renal.

No entanto, a enfermeira Carla d'Oliveira admite que esses números de doentes controlados não representam a realidade, havendo a possibilidade de existirem centenas de indivíduos com problemas renais que desconheçam o seu estado. "A insuficiência renal é uma doença silenciosa. Ela chega e, às vezes, quando a descobrimos, já é crónica", afirma.

Tal como em outras partes do mundo, a especialista revelou que, também em Angola, há mais homens em diálise do que mulheres. O tratamento desses doentes é caro, tendo em conta que um paciente pode gastar entre 200 e 300 dólares por cada sessão, custos que variam em função do tipo da insuficiência renal.

Desta forma, ambas as especialistas defendem a expansão dos serviços de hemodiálise no país, através da criação de mais centros.

A coordenadora do centro SOL revelou que os serviços de hemodiálise de Luanda costumam receber pacientes das províncias do Uíge, Malanje, Bengo, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Lunda Norte e Lunda Sul.

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