Rússia e Angola bloqueiam sanções a protagonistas do conflito no Sudão do Sul

Rússia e Angola bloquearam esta terça-feira um pedido dos Estados Unidos para a ONU impor sanções ao chefe das Forças Armadas do Sudão do Sul e a um comandante rebelde por desrespeitarem o acordo de paz.
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O embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, explicou que o apoio ao Sudão do Sul foi decidido após uma recente visita a Moscovo dos ministros dos Negócios Estrangeiros do Sudão e do Sudão do Sul. “Os Estados Unidos apenas querem sanções, mas em alguns casos agrava a situação”, disse aos jornalistas o diplomata russo.

Os Estados Unidos solicitaram a proibição global de viagens e o congelamento de bens ao chefe das Forças Armadas do Sudão do Sul, Paul Malong, e ao comandante rebelde Johnson Olony, por não conseguirem implementar um acordo de paz e permanecerem em conflito.

O Conselho de Segurança da ONU tem tentado pressionar o Presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, e o líder rebelde, Riek Machar, a implementarem o acordo de paz assinado em agosto.

O mais jovem país do mundo entrou em conflito em Dezembro de 2013, quando actual chefe de Estado acusou o líder rebelde, antigo vice-presidente, de tentativa de golpe de Estado. A violência já provocou milhares de mortos.

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