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Angola quer atrair principais empresas de diamantes mundiais para o país

Angola está a negociar no sentido de atrair para o país as principais empresas de diamantes mundiais, como a De Beers e a Rio Tinto, disse o presidente da empresa diamantífera nacional Endiama.

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"Estamos a trabalhar no sentido de trazer para Angola as principais empresas de diamantes, como a De Beers, a Rio Tinto. Os contactos e negociações, nalguns casos já estão em estado avançado", afirmou Ganga Júnior, durante um 'webinar' sobre resiliência, sustentabilidade e perspectivas fiscais para o pós-covid-19 no sector diamantífero.

O presidente da Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama) falou de um ano difícil para a indústria de diamantes, com quedas na produção e mercados "totalmente fechados" a partir de Março, devido à pandemia, o que exigiu a adopção de estratégias para continuar em actividade.

Além da baixa de produção, Ganga Júnior destacou que, a partir de Março deste ano, "o mercado de diamantes ficou completamente fechado".
"De repente, deixámos de ter operações de compra e venda, todos os países, praças financeiras internacionais também fecharam", salientou, apontando na Europa o caso da Bélgica, mas também o mercado indiano, onde são lapidadas mais de 90 por cento das produções angolanas.

O presidente da Endiama indicou que Angola quer posicionar-se até 2022 entre os três maiores produtores do mundo, um objectivo que admite ser agora mais difícil de cumprir devido à covid-19.

As previsões iniciais apontavam para uma produção superior a 10 milhões de quilates em 2020, mas foi necessário "fazer ajustamentos ao programa" devido à covid-19, já que algumas minas funcionaram a 20 por cento, tendo a meta sido reduzida para 8,5 milhões.

Angola produz entre nove a 10 milhões de quilates anualmente, cerca de um terço dos maiores produtores (Alrosa e De Beers).

Para aumentar "substancialmente os níveis de produção", a Endiama conta com os 25 novos projectos de prospecção "alguns em fase adiantada de trabalhos" e exploração do potencial pleno de algumas minas que estão já em funcionamento.

Em 2022, segundo o mesmo responsável, a ideia é privatizar parcialmente a empresa que se vai transformar em sociedade anónima.

A Endiama, que emprega actualmente cerca de 12 mil pessoas, vai também desfazer-se de negócios não nucleares e prevê um incremento significativo nas contribuições fiscais, actualmente ainda incipientes.

A Endiama contribuiu com 252 milhões e 328 milhões de dólares para os cofres do Estado, em 2018 e 2019, respectivamente, mas espera aumentar para quase 1400 milhões de dólares entre 2020 e 2022.

A empresa facturou 1266 milhões de dólares em 2019 e estima receitas globais de 1657, 1877 e 2208 milhões de dólares em 2020, 2021 e 2022, esperando atingir neste ano o patamar de 14 milhões de quilates.

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