Governo aprova financiamento de 100 milhões para projecto da Baía do Namibe

O Governo aprovou um contrato de financiamento com o Development Bank of Southern África, no valor de 100 milhões de dólares para o projecto da Baía do Namibe.
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Segundo um despacho presidencial, datado de 27 de Setembro, e publicado em Diário da República, o contrato destina-se a cobrir o pagamento inicial do Projecto Integrado de Desenvolvimento da Baía do Namibe.

Este projecto inclui a reabilitação do porto mineiro Sacomar e a expansão do porto/novo terminal de contentores e está avaliado em 600 milhões de dólares.

Vai ser construído por um consórcio japonês constituído pela Toyota Tsusho Corporation (TTC) e Toa Corporation (TOA) e financiado pela agência japonesa de crédito à exportação e bancos privados. A construção deve ter início até ao final do ano e estar concluída na segunda metade de 2022

Em Janeiro, a Toyota Tsusho disse que o projecto irá "reduzir a dependência do de Angola petróleo" e "reconstruir infra-estruturas afetadas pela guerra civil" no país. 

"Este projecto contribuirá para a criação de emprego no país, a revitalização económica da região sul, a diversificação de indústrias e potenciará o porto para se tornar numa janela para a importação e exportação de países do interior", do continente africano, através da linha ferroviária, de acordo com um comunicado divulgado na altura pela empresa.

Inaugurado em 1957, o porto do Namibe representa um dos principais no país, sendo o maior da região sul e o terceiro maior em Angola.

O terminal de minérios de Sacomar foi construído em 1967 com o objectivo de exportar minério de ferro explorado nas minas de Cassinga, na província de Huila, tendo funcionado durante oito anos. Em 1973 alcançou o seu valor mais alto de exportações, com 6,2 milhões de toneladas.

Segundo o seu portal na Internet, funciona actualmente como o principal terminal de combustíveis e lubrificantes da petrolífera estatal Sonangol na região sul do país e exporta, anualmente, 300.000 toneladas de derivados petrolíferos.

Este terminal é apoiado por uma linha férrea de 15 quilómetros que o liga à linha de caminhos de ferro de Moçâmedes.

A província do Namibe assumiu-se, durante o período colonial português, como o principal porto pesqueiro em Angola – com base nas baías de Moçâmedes, a capital, e de Tômbwa - e é ocupado em grande parte do território pelo deserto, considerado o mais antigo do mundo.

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