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Unitel reunida em AG com auditoria forense à gestão dos últimos 10 anos na agenda

Os accionistas da operadora de telecomunicações Unitel estão esta Segunda-feira reunidos em Assembleia-Geral (AG) para deliberar sobre 13 pontos, incluindo uma auditoria forense à gestão da empresa nos últimos 10 anos e recomposição do Conselho de Administração.

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A reunião de accionistas, que segundo a convocatória do dia 25 de Junho estava agendada para 27 de Julho, foi interrompida e retomada esta Segunda-feira, segundo o Jornal de Angola.

A Unitel é detida pela Sonangol, que actualmente controla a empresa com 50 por cento do capital, depois de ter comprado a participação de 25 por cento da PT Ventures (controlada pela brasileira Oi), pela Vidatel da empresária Isabel dos Santos, que detém outros 25 por cento, e pela Geni, do general Leopoldino "Dino" Fragoso do Nascimento, com os restantes 25 por cento.

Na semana passada, a Vidatel afirmou ser credora da operadora de telecomunicações, alegadamente por falta de reembolso de um empréstimo, o que a Unitel nega, reclamando por seu lado uma dívida à empresa Unitel International Holdings BV., sociedade na qual não tem participação e detida por Isabel dos Santos.

Em causa está também a não transferência de dividendos e juros para a Vidatel por motivos aos quais à Unitel diz ser alheia atendendo às restrições impostas pelo arresto preventivo às contas e participações da empresária, decretado em Dezembro do ano passado pelo Tribunal Provincial de Luanda.

Segundo avançou a revista 'Sábado', estão a ser investigadas pela justiça portuguesa movimentações de dinheiro feitas por entidades ligadas à filha do ex-Presidente José Eduardo dos Santos, incluindo alegadas transferências da Unitel para a Vidatel.

De entre os principais pontos da AG da Unitel destaca-se a deliberação sobre uma auditoria forense à gestão da empresa nos últimos dez anos e a recomposição do actual Conselho de Administração.

Os accionistas vão também apreciar a reclamação de prémios relativos a 2018/2019 de Antony Dalton, a quem sucedeu em Março de 2019, o português Miguel Geraldes, e analisar o desempenho da administração e fiscalização da sociedade em 2019.

Vai ser igualmente prestada informação sobre a decisão judicial de anulação das deliberações da AG de Dezembro de 2014 e a necessidade de renovação das deliberações em causa.

Deverão ser tomadas deliberações sobre as contas e aplicação dos resultados de 2019, proposta de prémios aos administradores em 2019, plano de negócios da sociedade referente ao triénio 2020/2022, orçamento para 2020, remuneração dos membros da mesa da AG, desindexação salarial dos órgãos sociais e ratificação do regulamento do conselho fiscal.