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Covid-19: especialistas defendem salvaguarda da segurança dos trabalhadores

Oradores de uma conferência sobre a gestão de capital humano em Angola defenderam esta Quinta-feira que as organizações devem "salvaguardar sempre" a segurança dos trabalhadores, devido às limitações impostas pela covid-19, e fomentarem novas metodologias laborais.

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Os participantes por vídeo-conferência no encontro "Gestão de Capital Humano em Tempos de Crise", promovido pelo Banco Nacional de Angola (BNA), em Luanda, consideram que a covid-19 impôs vários desafios às instituições, entre as quais a "adequação das pessoas às necessidades de negócios".

Segundo Bethy Larsen, da PwC Angola, os desafios digitais, apesar de previstos anteriormente por várias empresas, foram acelerados por conta da pandemia, pelo que "clientes e colaboradores devem se adequar ao contexto com maior segurança".

Maria João Escrevente, directora dos recursos humanos da operadora Unitel, disse, na sua intervenção, que apesar das incertezas o primeiro desafio das empresas deve ser colocar sempre as pessoas em segurança.

"Diria que esta foi uma decisão do negócio, uma decisão que vai ao encontro aos valores e à cultura da nossa organização", afirmou a dirigente, referindo que pessoas de grupos de risco da operadora foram dispensadas com segurança.

Porque, explicou: "Protegendo as pessoas, protegemos o negócio e em paralelo foi criado um comité que permite fazer uma resposta muito imediata para efectivar o trabalho à distância".

A Unitel conta actualmente com cerca de 1500 trabalhadores em serviço presencial rotativo, sendo 1000 em operações de manutenção da rede, serviço que, observou a responsável, "não é possível fazer à distância".

"Também a nível das lojas foram criadas condições de trabalho para a sua consequente protecção e isso foi fundamental para a adaptação muito rápida para o encaixe ao novo normal e à nova lógica de trabalho", explicou Maria João Escrevente.

Por sua vez, Eduardo Clemente, do Standard Bank Angola, referiu que o ponto essencial em tempo de crise é "as organizações centrarem as suas acções nas pessoas, sobretudo para salvaguarda do negócio".

"Porque com segurança as pessoas terão maior assiduidade para manutenção do trabalho, portanto, o nosso foco e como dizemos sempre as nossas pessoas são o nosso activo mais valioso", frisou.

A adopção de novos modelos e práticas de gestão do capital humano com vista a assegurar a segurança pessoal e colectiva e a continuidade do negócio e competitividade do mercado foram o objectivo da conferência.

O encontro sobre "Gestão de Capital Humano em Tempos de Crise" enquadra-se no ciclo anual de conferências do BNA.