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Economia

Executivo diz que dívida pública real do país diminuiu nos últimos três anos

A dívida pública real do país diminuiu, nos últimos três anos, passando dos 82,2 mil milhões de dólares, em 2017, para 72,6 mil milhões de dólares, em 2019.

: Clemente dos Santos/Angop
Clemente dos Santos/Angop  

A informação foi avançada esta Quarta-feira pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, na Assembleia Nacional, que aprovou na generalidade a proposta de Orçamento Geral do Estado (OGE) revisto para 2020.

"Quer dizer que a dívida de Angola entre 2017 e 2019, em termos reais, diminuiu, mas aumentou em termos nominais, porque em 2017 praticamente não houve grande depreciação da moeda, já em 2018/2019 houve uma grande depreciação da moeda, de modo que quando a moeda deprecia grandemente são precisos mais kwanzas por cada dólar", explicou Manuel Nunes Júnior.

O governante reforçou que, tendo havido essa reversão em 2018/2019, a dívida pública do país diminuiu.

"Se compararmos a dívida pública de 2017 a 2019, em termos reais a dívida pública diminuiu e quando falo em termos reais estou-me a referir à dívida denominada em dólares, não em kwanzas", disse Manuel Nunes Júnior, sublinhando que este é um elemento importante.

Por sua vez, a ministra das Finanças, Vera Daves, à preocupação dos deputados sobre a negociação da dívida, referiu que o espaço fiscal que está a ser libertado, pela via da suavização desse serviço de dívida, permitiu já nesse ano conseguir fazer reforços de verba, tanto na despesa de capital quanto no sector económico e no sector social.

"E isso, obviamente, que vai trazer benefícios de curto, médio e longo prazos para os angolanos", afirmou.

Segundo a ministra, também permitiu que o défice não fosse muito maior do que aquilo que é, trazendo assim benefícios.

"E nos exercícios seguintes pretendemos manter a nossa estratégia conservadora de contrair o mínimo de financiamento possível, vamos elaborar uma estratégia fiscal de médio prazo, concentrada nisso, redução activa do 'stock' da dívida, financiamento responsável, com foco naqueles projectos que geram valor e que geram impacto económico e social", adiantou.