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Governo promete realojar quem vive na zona do futuro Centro Político

O ministro da Construção e Obras Públicas assegurou que está acautelado o realojamento das famílias que residem no perímetro onde será erguido, durante três anos, o Centro Político Administrativo (CPA) de Luanda.

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"Está a correr bem, é um processo que está a ser feito pelo proprietário do terreno e até ao fim do ano devem ser realojadas todas as famílias que estão nessa área", disse Manuel Tavares de Almeida, em Luanda, quando questionado pela Lusa no final da cerimónia de apresentação do projecto do CPA.

O Centro Político Administrativo de Luanda será construído numa área total de 1.193.947 metros quadrados na zona da Chicala, litoral de Luanda, perímetro do bairro da Praia do Bispo, onde residem centenas de famílias.

O Governo apresentou o CPA de Luanda, empreitada de parceria público-privada congregando, nomeadamente 28 edifícios ministeriais, o secretariado do conselho de ministros e 37 casas protocolares, apontando a necessidade "reduzir avultados recursos financeiros que gasta com os atuais edifícios".

Centro de Convenções, hotel protocolar marinha, campus da Justiça, palácio da Cultura, expo Luanda, serviços de apoio institucional bem como estacionamentos serão as outras valências do Centro Político Administrativo de Luanda.

Apresentando os aspectos técnicos do Centro Político Administrativo de Luanda Manuel Tavares de Almeida fez saber que o Governo vai dispor ao investidor privado um terreno já infra-estruturado, com redes de esgotos, drenagem, água, electricidade, telecomunicações e arruamentos.

O projecto abarcará "um conjunto significativo de potencialidades", nomeadamente "redução de custos, produtividade, eficiência e eficácia, dignidade, segurança, concentração e racionalização".

Segundo ainda o ministro da Construção e Obras Públicas, durante a fase de construção do CPA o Estado não desembolsará recursos e apenas amortizará o investimento privado no período de sete anos.

"Portanto, fica aqui assegurado que o utilizador será o Estado, o que certamente garante o necessário conforto ao investidor", concluiu.