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Em busca do nióbio. Anos depois exploração de metal raro na Huíla vai mesmo avançar

O país vai mesmo avançar com a exploração de um metal raro, conhecido como nióbio – um material supercondutor utilizado na indústria espacial. A exploração, que receberá um investimento de 136,6 milhões de dólares, vai ser feita no município dos Quilengues, na Huíla.

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O projecto será da responsabilidade da sociedade Niobonga – Comércio Geral, Limitada. Segundo refere um despacho presidencial, datado de 29 de Maio e citado pelo Novo Jornal, esta sociedade terá de operar no país de acordo com o Código Mineiro.

A exploração vai ser feita numa área de 443 quilómetros quadrados e, para isso, a empresa vai investir 136,6 milhões de dólares.

Esta nova exploração é importante para "acelerar a prospecção, exploração, transformação e comercialização dos recursos minerais não petrolíferos na diversificação da economia e pela criação de postos de trabalho", indica o documento.

Segundo o despacho presidencial, a duração dos direitos mineiros de exploração atribuídos ao abrigo do projecto de investimento ora aprovado "é a que for fixada no título de exploração, podendo ser prorrogada mediante a verificação do cumprimento das regras".

"O promotor do projecto deve constituir uma reserva legal de 5 por cento do capital investido destinado ao encerramento da mina e reposição ambiental em obediência ao disposto no Código Mineiro", lê-se no documento.

A Niobonga terá ainda de apresentar, até Novembro de cada ano, informações detalhadas sobre a evolução da sua actividade mineira ao departamento ministerial responsável pelos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, incluindo o número de empregos criados, classificados por nacionalidade e género.

Este novo projecto poderá ser importante para impulsionar a economia nacional. Caso Angola consiga extrair este metal com sucesso, poderá tornar-se num dos grandes vendedores de nióbio, podendo vir a aumentar as exportações do sector mineiro e, consequentemente, fazer crescer as receitas do país.

O nióbio é bastante raro e é usado para fabricar turbinas, naves espaciais, aviões, mísseis, aparelhos electrónicos e centrais eléctricas.

Já em anos passados, algumas empresas tinham apresentado propostas para iniciar a exploração das terras da Huíla à procura deste metal, no entanto, as ofertas nunca chegaram a sair do papel.