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Polícia Nacional: “Talvez tenhamos de voltar ao estado de emergência”

A polícia criticou o incumprimento das regras da situação de calamidade pública devido à pandemia de covid-19 e avisou que “talvez” seja necessário adoptar medidas mais duras ou voltar ao estado de emergência.

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O porta-voz da Polícia Nacional, Valdemar José, alertou para o aumento do número de casos do novo coronavírus em Angola, que anunciou 267 infectados até agora, e apontou várias situações de desrespeito das regras que agravam os riscos de contágio.

O sub-comissário, que falava numa conferência de imprensa em Luanda após o balanço diário da situação da pandemia em Angola, sublinhou que continua a haver desrespeito pelo “dever cívico” de recolhimento domiciliar, “uma falha” por parte de muitos cidadãos.

“Talvez tenhamos de voltar ao estado de emergência, talvez tenhamos necessidade de voltar a confinar ou que as autoridades tenham de tomar medidas mais severas”, avisou o subcomissário, que sublinhou que o incumprimento, que se pode traduzir num aumento dos contágios, não é da responsabilidade do Estado nem das autoridades sanitárias.

Valdemar José deu vários exemplos da violação das regras estabelecidas, detectadas pelas autoridades, como ginásios que abrem de forma clandestina, restaurantes que não respeitam as medidas de distanciamento, festas fora de casa com mais de 50 pessoas, vendedores ambulantes que vendem em dias e horas que não são permitidos, pessoas nas praias quando só vão abrir a partir de 15 de Agosto ou igrejas que excedem os limites de lotação.

O porta-voz anunciou, por outro lado, que foi adiada a retoma das visitas a estabelecimentos prisionais em Luanda, que deveria acontecer a partir de Segunda-feira, sem indicar nova data.

Angola assistiu a um acelerar de novos casos nas últimas duas semanas.

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