Néctar português volta a estar à prova na cidade de Luanda

A Grande Prova dos Vinhos de Portugal em Luanda vai ter lugar a 27 de Junho, no Hotel de Convenções de Talatona (HCTA), entre as 17h00 e as 21h00. São esperados 950 visitantes, neste que é já um dos mais aguardados eventos em Luanda. Os profissionais do sector convidados vão poder experimentar o melhor do néctar português.
Rui Oliveira:
    Rui Oliveira

“Portugal é o país do qual Angola importa mais vinho, sendo por isso estratégico para os Vinhos de Portugal fortalecer a sua imagem de liderança com eventos como a Grande Prova Anual, impactando os líderes de opinião do mercado e reforçando a educação junto do trade”, afirma Jorge Monteiro, Presidente da ViniPortugal, em comunicado remetido ao VerAngola.

Em antecipação à Grande Prova Anual realizam-se três acções, em linha com a contribuição que os Vinhos de Portugal têm procurado dar ao conhecimento e qualidade dos sectores da Grande Distribuição e Retalho em Angola.

No dia 26 de Junho, Luís Lopes, director da revista da especialidade, Vinho Grandes Escolhas, dará uma formação aos colaboradores do hipermercado Deskontão.

No mesmo dia, o Clube Vinhos de Portugal, formado por algumas das personalidades angolanas de maior renome, reúne-se no Espaço Luanda em Talatona. Cada um dos membros do clube foi desafiado a trazer consigo um convidado da sua esfera social ou profissional, para que mais pessoas influentes possam provar o vinho português.

No dia 27 de Junho, mesmo antes da Grande Prova, entre as 15h00 e as 17h00, decorrerá a Masterclass Vinhos de Portugal à Mesa para o canal HoReCa no HCTA.

As exportações de vinho português para Angola em 2018 apresentou uma variação negativa de 13,4 por cento em valor e 14,7 por cento em volume, ao contrário de 2017, que se tinha apresentado como um ano de inversão da tendência, fechando com uma taxa de crescimento de 40 por cento em valor exportado.

Em 2018, Angola importou 22,7 milhões de litros de vinho no valor de 44,35 milhões de euros, registando uma diminuição face a 2017. Isto apesar de uma ligeira redução das vendas em volume e valor, o preço médio teve uma correcção positiva de 1,6 por cento.

“Com base nos dados de 2018, Portugal ocupa o primeiro lugar na escolha dos angolanos, com uma quota de 80 por cento, seguindo-se a África do Sul com 8,5 por cento e França com 4,3 por cento”, acrescentou Jorge Monteiro.

Com base em dados disponíveis, o vinho representa cerca de 30 por cento do mercado de bebidas alcoólicas no país. O seu consumo está, porém, muito concentrado em Luanda, sendo que 98 por cento do consumo assenta em vinho seco (ou vinho de mesa).

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