Angola pede apoio financeiro chinês para projectos no sector da Defesa

O ministro da Defesa pediu à China apoio financeiro para a execução de vários projectos ligados ao sector, que têm sido afectados devido às dificuldades económicas que o país atravessa.
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Salviano Sequeira, que considerou "saudáveis" as relações de cooperação entre os dois países, discursava em Luanda, na abertura da reunião do Comité Conjunto de Cooperação, da Ciência, Tecnologia e Indústria de Defesa Nacional Angola/China.

Para o efeito, chegou a Luanda, Domingo, uma delegação chinesa de mais de uma dezena de integrantes, chefiada pelo vice-presidente da Comissão Central de Defesa da República Popular da China, coronel general Xu Qiliang.

Segundo o ministro, neste comité têm sido identificados vários projectos, mas, devido à situação económica que o país atravessa, o número tem reduzido, face às dificuldades de inserção destes nas linhas de crédito da China ou por falta de financiamento.

O governante solicitou a intervenção do responsável chinês junto das instituições do seu Governo para se "obter resultados que permitam materializar os projectos de cooperação identificados e com intenção de serem implementados com as empresas chinesas".

"Também continua sendo preocupação, além do apetrechamento das Forças Armadas Angolanas, a formação de quadros. Por esse facto, agradecemos a disponibilidade da República Popular da China em receber os nossos efectivos nas suas academias, institutos ou escolas militares para a elevação dos níveis de conhecimento científicos e técnicos", disse o ministro.

No âmbito do Comité Conjunto de Cooperação, da Ciência, Tecnologia e Indústria de Defesa Nacional Angola/China têm sido abordados vários assuntos, disse Salviano Sequeira, manifestando a sua disponibilidade em continuar a desenvolver esforços para se chegar a um entendimento que satisfaça ambos os países.

Os Ministérios da Defesa de Angola e da China pretendem consolidar as bases para a implementação de projectos prioritários para o fornecimento e manutenção de produtos da indústria militar e assistência técnica, a formação de especialistas e a construção de infra-estruturas para as Forças Armadas Angolanas.

Salviano Sequeira considerou as relações de cooperação entre os dois países "saudáveis", cada vez mais sustentadas pela Parceria Estratégica Sino-Angolana, proporcionando uma perspectiva "muito promissora à cooperação bilateral em diversas áreas", onde se inclui a Defesa.

O ministro da Defesa frisou que o sector da Defesa nacional está num processo de reestruturação e redimensionamento, com o propósito de se adequar a estrutura e funcionamento ao contexto regional, continental e internacional, bem como à actual realidade económica e financeira do país.

Por sua vez, o governante chinês disse que a sua visita ao país africano visa essencialmente implementar o consenso alcançado entre os chefes de Estado de Angola e da China, consolidar a amizade tradicional sino-angolana e trocar opiniões sobre a intensificação do intercâmbio militar, bem como aprofundar a cooperação pragmática.

De acordo com Xu Qiliang, durante a sua estada em Angola vai reforçar "ainda mais" a confiança política mútua estratégica, elevar o nível das funções militares e desenvolver a parceria estratégica China/Angola.

Com uma vasta agenda de trabalho, que inclui visitas à Base Naval de Luanda, Museu de História Militar e Escola Superior de Guerra, o vice-presidente da Comissão Militar Central da República Popular da China tem o regresso marcado para Quarta-feira.

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