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Investimento de milhões em projectos para produção de ferro, ouro e fosfato

A nova mina do Cutato, província do Cuando Cubango, arranca este ano, após um investimento de 226 milhões de dólares, e produzirá 18 mil toneladas de ferro, um dos vários projectos mineiros em curso.

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A informação foi avançada pelo ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz, em conferência de imprensa, na qual radiografou o sector que dirige. Segundo o governante, o projecto, na localidade de Cutato, no município do Cuchi, encontra-se em fase bastante avançada e vai gerar 3500 postos de trabalho.

O projecto combinado, com uma plantação de eucaliptos, para a produção de carvão vegetal com vista ao fornecimento de energia para o seu funcionamento, vai estar em condições de atingir as 90 mil toneladas de ferro no próximo ano.

Ainda na área do ferro, está em preparação o arranque do projecto mineiro siderúrgico de Cassinga, província da Huíla, cuja primeira fase deverá iniciar entre 2017 e 2018, indicou o ministro. "O projecto mineiro siderúrgico de Cassinga já funcionou no período colonial e teve um período de re-arranque, mas depois abrandou. Neste momento o titular do poder Executivo orientou a sua reabertura dentro de um novo modelo, que está em curso", explicou o governante angolano. Essa primeira fase prevê a produção anual de 1700 milhões de toneladas de ferro, podendo gerar 800 postos de trabalho.

Na província do Cuanza Norte, o desenvolvimento de um projecto de exploração de ferro está previsto para a localidade do Cerca, com um custo avaliado em 290 milhões de dólares, podendo garantir emprego a cem pessoas a partir de 2018.

Relativamente à exploração do ouro, o ministro da Geologia e Minas angolano avançou que o Projecto da mina do Mpopo, província da Huíla, com o custo de 288 milhões de dólares, vai iniciar a montagem das minas em 2017 e a produção em 2018, devendo gerar cerca de 250 novos empregos.

"Há um outro projecto de outo na província da Huíla também, que está um pouco mais atrasado, mas é um projecto promissor também e que vai gerar não apenas postos de trabalho como receitas fiscais para o Estado", destacou.

A exploração do fosfato é outra aposta do Governo angolano, que tem em preparação o arranque de um projecto, em 2017, na localidade de Lucunga, na província do Zaire, que na primeira fase tem um custo de cerca de 130 milhões de dólares. A montagem da mina está prevista para 2017 e o início da produção de fertilizantes para a agricultura em 2018, disse o ministro.

"Temos também outro projecto na província de Cabinda, na localidade de Cacata, um projecto de 114 milhões de dólares, que pode arrancar em 2017 e gerar 300 novos postos de trabalho e 2018 iniciar a produção dos fertilizantes", acrescentou Francisco Queiroz.