Empresa lusa apresenta proposta de 200 milhões à Marinha angolana

A empresa portuguesa Arsenal do Alfeite (AA) apresentou uma proposta a rondar os 200 milhões de dólares para a construção e reparação de navios para a marinha angolana.
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A posição foi assumida em declarações à agência Lusa, em Luanda, pela presidente do conselho de administração do AA, Andreia Ventura, que acompanha a visita oficial do ministro da Defesa Nacional português, José Pedro Aguiar-Branco, a Angola, juntamente com representantes da indústria militar portuguesa.

Em Luanda, no âmbito da visita da delegação oficial portuguesa, a administradora do AA apresentou ao Ministério da Defesa Nacional de Angola uma proposta para a construção de quatro lanchas de fiscalização de 28 metros e outras duas de 58 metros de comprimento, um negócio de quase de 200 milhões de dólares com entrega dos meios prevista a seis anos.

"A nossa proposta é de concepção, construção e ajuda a manter e operar as embarcações durante o período de vida destas, que são 25 a 30 anos. É uma proposta completa", explicou Andreia Ventura.

São navios destinados a assegurar a fiscalização e patrulhamento marítimo, precisamente uma das dificuldades da marinha angolana. Está também prevista a formação de quadros, em Portugal e em Angola, para operar e assegurar a manutenção destes navios.

Na segunda-feira, o ministro da Defesa Nacional angolano, João Lourenço, tinha já admitido, questionado pela Lusa, a possibilidade de encomendar navios militares a Portugal. Ainda esta semana deverão continuar as negociações com o Governo angolano, em Portugal, precisou Andreia Ventura.

A construção e reparação naval foi um dos motivos de destaque das indústrias portuguesas que acompanharam a delegação portuguesa nos últimos dois dias, que além do Alfeite contaram também os estaleiros da West Sea, que assumiram a subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).

Nos ENVC foi precisamente construído o navio-patrulha Figueira da Foz, que está em Luanda a acompanhar a delegação portuguesa, sendo um dos interesses potenciais da marinha angolana, conforme reconheceu à Lusa o presidente do conselho de administração da idD Portugal (plataforma das indústrias de Defesa nacionais), Eduardo Neto Filipe.

"É onde eu penso que nós poderemos ter grande potencialidade e viabilidade (navios patrulha e lanchas de fiscalização) na apresentação de uma proposta às autoridades angolanas. Estamos a trabalhar nisso e vamos seguramente, dentro em breve, concretizar esse desígnio", explicou.

O administrador da idD estima que os contactos dos últimos dias com as entidades angolanas podem representar, a curto prazo, encomendas às indústrias portuguesas de Defesa de mais de 55 milhões de dólares.

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