Portugal já formou quase 1000 militares angolanos em 25 anos

Cerca de 830 militares angolanos foram formados por Portugal entre 1990 e 2014 e só este ano mais 120 estarão em formação, cooperação que ainda será reforçada no âmbito de um novo acordo entre os dois países.
Paulo Cunha:
    Paulo Cunha

O protocolo, que envolve a formação de militares angolanos em Portugal e Angola, foi rubricado esta segunda-feira, em Luanda, no âmbito da visita oficial que o ministro da Defesa Nacional português, José Pedro Aguiar-Branco, está a realizar a Luanda.

No final da reunião com o homólogo português, o ministro da Defesa Nacional angolano, João Lourenço, reconheceu que as relações entre os dois países "são boas" e que "muito em particular Angola tem beneficiado" na área da formação de quadros, nomeadamente nas ciências médicas e de marinheiros. "Nesta ocasião aproveitamos a oportunidade para reafirmar a necessidade não só de continuação dessa mesma cooperação, mas dentro do possível o seu reforço", apontou João Lourenço, assumindo o objectivo de "elevar o nível de cooperação". "A formação do homem revela-se de extrema importância e no quadro das nossas relações contamos com Portugal", reconheceu ainda o ministro da Defesa angolano.

Durante o encontro com o homólogo angolano, o ministro José Pedro Aguiar-Branco assistiu à assinatura de um protocolo nos domínios do ensino e da formação militar e um acordo geral de cooperação técnico-militar, instrumentos que visam nomeadamente incrementar a formação que Portugal já fornece aos militares angolanos. Segundo dados do Ministério da Defesa Nacional de Portugal, desde 1990 e até ao final deste ano, cerca de 950 militares angolanos terão sido formados por portugueses.

No final, também em declarações aos jornalistas, o ministro português garantiu que estes acordos permitirão "intensificar" a formação portuguesa a militares angolanos, em institutos nacionais ou de Angola. José Pedro Aguiar-Branco está acompanhando em Luanda de uma comitiva de uma dezena de empresas das indústrias militares, que prevêem garantir negócios de 50 milhões de euros com Angola. Também o navio-patrulha Figueira da Foz, construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, está em Luanda para manobras militares com a marinha angolana.

Concretamente na área da reparação e da construção naval, o ministro afirma ter abordado com o governante angolano a possibilidade de "intensificar" as relações com Angola. "É um encontro que mais uma vez atesta e testemunha a excelência da relação dos nossos países no âmbito e no sector da Defesa Nacional. Não há duas sem três, esta é a segunda visita que faço, não quero dizer que seja eu o protagonista de uma terceira, mas tenho a certeza que continuarão a existir estes encontros bilaterais no âmbito da Defesa Nacional e da excelência da cooperação que ela representa", rematou Aguiar-Branco.

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