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Pandemia continua a cancelar viagens na TAAG. Passageiros podem remarcar ou pedir reembolso

A TAAG anunciou que os passageiros que compraram bilhetes durante o período da pandemia, antes ou depois do confinamento, e que não conseguiram viajar não terão de pagar qualquer taxa adicional para remarcar a viagem. Por outro lado, os passageiros que preferirem desmarcar a viagem serão reembolsados.

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"Nenhum passageiro ou cliente TAAG, no caso, que tenha um bilhete adquirido para viagem no período pandemia e mesmo que tenha feito a aquisição do seu bilhete em Fevereiro ou Março do ano passado, mas que tinha uma viagem prevista para Abril ou mesmo Março do ano passado e, portanto, todo este período, queira fazer a sua remarcação está isento de penalidade", explicou Carlos Von Hafe, director comercial da TAAG.

Em declarações à Rádio Nacional de Angola (RNA), o responsável esclareceu que a moratória foi prolongada até 30 de Junho.

"Sabemos que é um momento de incerteza para os passageiros e para os nossos clientes, mas até 30 de Junho" os passageiros podem ser reembolsados ou remarcar as viagens sem custos adicionais.

O responsável fez ainda saber que a TAAG tem vindo a prorrogar esta moratória e que "está ciente do momento que se vive actualmente", admitindo que "o passageiro não é culpado pela pandemia".

Carlos Von Hafe disse ainda que a companhia de bandeira tem dado "o seu melhor" para indemnizar os passageiros que não querem remarcar a viagem "quer através do reembolso quer através dos vouchers".

"Temos recomendado primeiramente os passageiros a optarem pelos vouchers", disse, acrescentando que este documento permite aos passageiros mudarem o destino da viagem ou passar o bilhete para o nome de outra pessoa.

Mencionou ainda a diminuição dos serviços comerciais da TAAG, por força da pandemia, e referiu que a venda de bilhetes tem estado condicionada.

"O número de voos operados, em comparação com o período homólogo do ano passado, nos primeiros três meses do ano" é de 5729 voos, disse, acrescentando que no primeiro trimestre deste ano foram realizados "apenas 1300".

"Há aqui uma queda de mais de 75 por cento, quer nos voos operados, quer no número de assentos que nós alugamos no mercado", o que condiciona depois "toda a procura que é feita", que é superior aquilo que a companhia está a oferecer.

O director comercial da TAAG dá ainda o exemplo de uma das suas principais rotas, a que liga Luanda a Lisboa: "Estamos a operar uma das nossas principais rotas, é a rota de Luanda-Lisboa, (...) com um voo semanal, quando no período pré-pandemia nós operávamos 14 voos semanais somente para Lisboa".

Afirmou que, apesar de a procura estar a acontecer, a companhia não a consegue "satisfazer" por causa das medidas impostas pela pandemia.