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Política

UNITA preocupada com “retrocesso da liberdade de imprensa” em Angola

A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), manifestou-se preocupada com o “retrocesso da liberdade de imprensa” e com a “concentração de órgãos de comunicação social na tutela” do Governo do país.

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"A UNITA manifesta preocupação com o retrocesso da liberdade de imprensa em Angola, caracterizado pela censura e auto-censura, bem como a concentração de órgãos de comunicação social na tutela do executivo o que limita o direito à informação, fundamental para a consolidação do Estado democrático de direito", referiu uma nota do secretariado-geral do partido, para assinalar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que se celebrou esta Segunda-feira.

O principal partido da oposição assinalou que o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa deste ano ocorre "num momento crucial devido às consequências desastrosas da pandemia da covid-19 que assola o mundo".

Ainda assim, a UNITA reforçou que "é dever e obrigação dos governos e Estados de todo o mundo garantirem a liberdade de imprensa", acrescentando que, na ausência desta, "as sociedades tendem a estagnar o que condiciona a busca de soluções prementes dos seus reais problemas".

Da mesma forma, a UNITA sublinhou que "a livre expressão dos cidadãos e dos jornalistas exerce um papel fundamental na implantação da diversidade de pensamento e de opinião para melhor exercício da pluralidade".

Destacando que os jornalistas estão "na linha da frente para a divulgação e educação da sociedade sobre as medidas de prevenção e combate" contra a covid-19, a UNITA exortou o executivo a "melhorar as condições objetivas e subjetivas para garantir o pleno exercício da liberdade de imprensa, nos marcos da Constituição e da Lei".

Angola encontra-se na posição 103 entre os 180 países que integram o mais recente índice mundial da liberdade de imprensa da organização Repórteres Sem Fronteiras.