MPLA: Angola deve continuar a desempenhar papel relevante em África

Angola deve continuar a desempenhar um papel relevante em África, priorizando o estabelecimento e o aprofundamento de relações bilaterais com os países limítrofes e com os das regiões austral e central, defendeu o MPLA.
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Num comunicado alusivo às celebrações do 56.º Dia de África, que se celebrou no continente, o Movimento Popular de Libertação de Angola realça que o país deve, sobretudo, "contribuir para a eliminação definitiva dos focos de tensão e dos conflitos".

O partido liderado por João Lourenço, igualmente Presidente, destaca o papel que Angola tem tido na procura da pacificação dos conflitos na região dos Grandes Lagos, no Golfo da Guiné e no norte do continente, defendendo também uma maior aposta na juventude, "os mais importantes factores de desenvolvimento".

"A par disso, o MPLA exorta o Governo a trabalhar sempre para garantir uma maior presença angolana no sistema da União Africana (UA) e nas organizações regionais, onde é um dos maiores contribuintes orçamentais, o que significa uma aposta contínua na formação académica, profissional e em línguas e no acompanhamento patriótico de jovens angolanos, para as campanhas de inserção diplomática nessas instituições", lê-se no comunicado.

No documento, o MPLA considera que, sendo África o continente menos desenvolvido economicamente com menor capacidade para satisfazer as necessidades básicas das suas populações, os países africanos precisam de dotar-se de competências para inverter a situação.

"[Para tal, tem de] atrair para si o que há de melhor no Mundo, como o conhecimento, os avanços da ciência e da tecnologia, o investimento e a habilidade para transformar localmente as suas matérias-primas", acrescenta. 

Nesse sentido, o partido reitera a "firme disposição" de continuar a apoiar o Executivo "na luta para consolidar o papel de Angola no contexto africano", tendo como base o interesse nacional, "difundindo a visão estratégica de Angola sobre o continente, os seus constrangimentos, os aspetos que devem ser revistos e os que podem ser corrigidos e melhorados". 

Oficialmente, em Angola, a efeméride é celebrada ao princípio da noite com uma cerimónia no Museu de História Militar (Fortaleza de São Miguel), à Cidade Alta, em Luanda, presidida pelo secretário de Estado para as Relações Exteriores, Tété António, em representação do ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto.

O acto contou com a presença do decano dos embaixadores africanos acreditados no país, o embaixador argelino Labri Latroch, a que seguiu um momento de degustação de pratos típicos de países africanos, apresentados pelas embaixadas acreditadas em Angola, completado por um ambiente de animação cultural.

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