Assistência médica remota: Governo pondera apoiar projecto de estudantes angolanos

O ministro da Saúde angolano demonstrou interesse em apoiar um protótipo inovador, desenvolvido por estudantes nacionais de engenharia, que prevê levar apoio médico virtual aos locais menos acessíveis do país.
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José Van-Dúnem recebeu ontem os promotores do Kit de Diagnóstico Médico Móvel (KDMM),  que está a ser ultimado por estudantes do curso de Engenharia Informática da Universidade Metodista, em Luanda, e cujo protótipo já venceu, em Abril passado, a final nacional do concurso de tecnologia "Imagine Cup Angola 2015", da multinacional Microsoft.

Segundo o governante angolano, o projecto vai ajudar o Ministério da Saúde e outros utilizadores, e nesse sentido o executivo está disponível a apoiar o mesmo. "Estamos disponíveis e se o preço for o apresentado, poderíamos fazer projectos-pilotos em várias áreas do país, com custos que são comportáveis perfeitamente para o Ministério", referiu o governante, em declarações aos jornalistas.

O Kit de Diagnóstico Médico Móvel (KDMM) consiste num dispositivo electrónico móvel para recolher, monitorizar e interpretar vários indicadores do corpo humano, permitindo levar cuidados de saúde em formato virtual a zonas remotas do país, poderá ter um custo de 250 dólares.

"Nós vamos utilizar e a esperança é que o produto a dado tempo se torne cada vez mais barato e possa ficar popularizado a nível de todo o país e dos diversos utilizadores", sublinhou José Van-Dúnem.

O titular da pasta da Saúde enalteceu o papel da universidade Metodista, num país carente de soluções para os problemas que os sectores enfrentam. "E uma das nossas direcções é levarmos os serviços o mais próximo possível das nossas populações. O país é enorme, há um esforço gigantesco de comunicação, seja por estradas, seja por fibra óptica, seja através dos outros meios de comunicação, e esse instrumento visa aproximar os serviços de saúde às pessoas a viverem em áreas remotas", realçou.

Na semana passada, a Bayer, multinacional alemã manifestou o seu interesse no projecto, tendo garantido apoio inicial com a promoção do projecto no seio da comunidade médica local, para testes ao equipamento.

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