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Autoridades voltam a alertar para uso indevido do 111 e ameaçam com ‘lista negra’

As autoridades nacionais vão responsabilizar criminalmente as pessoas que utilizam indevidamente a linha de emergência 111, que podem também ficar numa “lista negra”, vendo o acesso ao número bloqueado.

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A informação foi avançada pelo porta-voz do Ministério do Interior (MININT), Valdemar José, durante um balanço operacional do estado de emergência no país, que decorreu esta Quinta-feira em Luanda.

“Estamos a contabilizar e a colocar já os cidadãos que, sistematicamente, ligam para o terminal 111 numa pré-lista negra”, o que poderá fazer com que fiquem bloqueados se mantiverem o comportamento, afirmou, indicando que a polícia vai avançar para acções de responsabilização civil e criminal e admite aplicar “medidas sancionactórias” nos próximos dias.

O sub-comissário voltou a apelar aos cidadãos para que não adotem este tipo de comportamento, lembrando que Angola vive um estado de emergência e que poderão no futuro ter necessidade de fazer uso da linha, sendo então travados pelo sistema, que identifica e localiza as chamadas.

Cerca de 90 por cento das chamadas para a linha 111 não são validadas, segundo as autoridades.

Valdemar José destacou, por outro lado, que houve vários agentes agredidos por populares, incluindo casos de atropelamento, e que se continuaram a registar vários casos de desobediência às regras do estado de emergência nas últimas 24 horas por parte de mototaxistas, taxistas e comerciantes.

Foram feitas 90 detenções por desobediência e desacatos, das quais 49 em Luanda. Entre os detidos encontrava-se um pastor que realizava um culto em desobediência com as orientações das autoridades, que proíbem aglomerados.

Foram também efetuadas 520 apreensões de viaturas e mototáxis e recolhidos 556 cidadãos que se encontravam em aglomerados, sendo ainda encerrados quase 100 estabelecimentos comerciais e mercados.

Entre estes estava o de Kikolo, na fronteira com os municípios do Cazenga e Cacuaco (Luanda), que o responsável do MININT descreveu como “um perigo para a saúde publica e propagação da doença covid-19”.

O secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, adiantou que se mantêm oito casos de infecção pelo novo coronavírus em Angola, havendo a registar dois mortos, com 1918 pessoas em quarentena.

Foram ainda colhidas 591 amostras e estão a ser processadas outras 100.