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Luz verde para investimento de 130 milhões nas “Terras Raras” do Huambo

O Presidente da República aprovou o investimento de 130 milhões de dólares, que serão usados no projecto de “Terras Raras” – o nome dado a uma reserva com cerca de 23 mil milhões de minério de metais raros, localizada no Huambo.

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O dinheiro vai ser usado na exploração de minerais naquela reserva. Segundo o Novo Jornal, o aval de João Lourenço chega depois de se ter feito um estudo de prospecção durante dois anos.

A exploração do metal foi atribuída à Sociedade Ozango Minerais e vai ocupar numa extensão de 21,2 quilómetros quadrados da reserva.

Segundo o despacho presidencial, citado pelo Novo Jornal, o acordo de exploração estabelecido com a Sociedade Ozango Minerais prevê que esta use cinco por cento do dinheiro investido, cerca de 6,5 milhões de dólares, no encerramento da mina e reposição do equilíbrio ambiental.

"O titular do direito mineiro ora outorgado deve remeter ao departamento ministerial responsável pelos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, até Novembro de cada ano, as informações actualizadas sobre o número de empregos criados, classificados por nacionalidade e género, bem como outros postos de trabalho gerados a favor de segmentos populacionais que beneficiam de protecção social diferenciada por parte do Estado", diz o documento.

A reserva é composta por 17 tipos de minerais raros, entre os quais Neodímio, Lantânio, Preaseodímio, Gadolínio, Samário, Cério, entre outros. 

Estes minerais são muito valiosos porque são usados como matéria-prima no fabrico de dispositivos de tecnologia, por causa das suas características. Estas substâncias ajudam a conduzir o calor, electricidade e têm grande capacidade de magnetização, sendo muito utilizados no fabrico de telemóveis, carros híbridos, entre outros.

São também considerados raros porque é difícil de encontrar substâncias deste género na natureza, fazendo justiça ao nome dado à reserva "Terras Raras".