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Alicia Danara: “Ser uma digital influencer angolana é como construir um novo caminho a ser seguido”

Com apenas 21 anos, Alicia Danara já conquistou muitas pessoas. É através das redes sociais que faz aquilo que mais gosta. Nem sempre quis ser influenciadora digital, mas o mundo do Youtube abriu-lhe as portas. Alicia soma mais de 25 mil seguidores no Instagram e tem quase 20 mil subscritores no Youtube. Conheça o quotidiano de uma das - ainda - poucas digital influencers angolanas.

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Fale-nos um pouco de si. Quem é a Alicia?

Sou cristã, angolana, tenho 21 anos, estou noiva e sou estudante de psicologia.

Quando e como surgiu a ideia de trabalhar com as redes sociais? Sempre quis ser uma digital influencer?

Nem sempre quis ser influenciadora digital, na verdade foi uma consequência de ser YouTuber. Comecei pelo YouTube porque fui muito abençoada por certos vídeos que via e então decidi retribuir da mesma plataforma.

Houve algum ou alguns digital influencers que lhe despertaram a paixão pela profissão?

Como disse, a parte da influência digital veio sem eu "decidir". No entanto, sempre tive como inspiração a Fabíola Melo, que é uma youtuber cristã brasileira.

Como funcionam os bastidores do seu trabalho? No fundo, explique-nos como gere o seu tempo, as parcerias com as marcas, como funciona o processo criativo dos conteúdos criativos que produz, etc.

Os bastidores são muito variados de acordo com o dia e com a agenda. Geralmente tenho as coisas que preciso de fazer organizadas semanalmente. Normalmente ao longo dos dias dedico-me primeiro a produzir e depois a editar e publicar. O processo criativo é difícil de definir, mas procuro sempre ser eu mesma, manter a minha natureza em vez de me adequar aos padrões que já existem no mundo da criação de conteúdo digital. As ideias surgem na minha mente, visualizo sempre o resultado final e vou em busca dele.

Tem seguidores de todo o mundo ou a comunidade é apenas de Angola?

O meu público é composto por angolanos na sua maioria, muitos estão em Angola, alguns estão espalhados pelo mundo. Mas com certeza há um número considerável de pessoas dos diversos países de língua portuguesa. Curiosamente a minoria são portugueses, que é onde me encontro a morar.

Como é ser uma digital influencer angolana? É reconhecida em público?

Já tem sido frequente ser reconhecida em público, sim! Ser uma digital influencer angolana é como construir um novo caminho a ser seguido porque por mais que nos tentemos adequar aos outros mercados de criação de conteúdo digital, Angola tem um jeito único de fazer as coisas. Também vou tentando fazer as coisas à minha maneira, não é fácil mas a cada dia os horizontes expandem-se mais e mais!

Conte-nos uma história caricata que já lhe tenha acontecido na preparação do seu trabalho ou num encontro com um fã.

Acontece-me imenso estar preparada para tirar fotografias e não ter um fotógrafo disponível! Eu vivo com os meus irmãos e nem sempre eles estão dispostos ao sacrifício porque realmente não é fácil. Tenho que estar a fazer das tripas o coração para conseguir muitas das fotografias que hoje tenho publicadas, inclusive já parti a lente da minha câmara uma vez quando estava a tirar fotografias sozinha porque o vento fez o tripé cair.

Actualmente quais são os seus digital influencers preferidos?

Eu não tenho influenciadores digitais favoritos. Acompanho e admiro o trabalho de várias jovens angolanas, como a Yokana Cruz, Chelsea Benoliel, Andréia Reis, Mirinha Miguel, Eliane Costa, Débora e Cris, etc., são muitas!

Quanto a trabalhos futuros, alguma surpresa preparada?

Tenho certeza que 2020 reserva muitas coisas boas, mas só Deus sabe quais são. A seu tempo também saberei e de seguida partilharei! Não tenho nada no papel mas a perspectiva é das coisas melhorarem cada vez mais!