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Defesa

Polícia apela a pastores para que ajudem a respeitar o estado de emergência

As autoridades anunciaram este Domingo a detenção de 13 pastores e apelaram aos líderes religiosos para que ajudem a cumprir as regras do estado de emergência e sensibilizem as pessoas para "ficarem em casa".

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"Os actos de desobediência têm superado as expectativas", lamentou o porta-voz do ministério do Interior (MININT), Valdemar José, num balanço relativo à situação operacional do estado de emergência declarado para conter a propagação da covid-19.

Em Benguela foram detidos oito pastores da Igreja Adventista do Sétimo Dia que acolheram mais de 250 pessoas durante um culto religioso, contrariando a proibição de aglomerados.

Na Lunda Norte, foram detidos outros quatro pastores desta igreja "por insistirem em realizarem um culto", enquanto no Cuanza Sul, um diácono "levou o perigo para sua casa", juntando numa celebração mais de dez fiéis.

"Lançamos um apelo aos líderes religiosos que nos ajudem a sensibilizar as pessoas para ficarem em casa, ajudem-nos a passar essa mensagem", pediu o responsável do MININT.

"A fé não deixa de existir em nossas casas, o dízimo poderá ser pago no multicaixa [multibanco]", sublinhou, afirmando que as forças de defesa e segurança vão adoptar "medidas cada vez mais rigorosas" nos próximos dias.

Valdemar José mostrou-se também preocupado com mensagens de carácter xenófobo que circulam nas redes sociais, instigando a violência para com determinados cidadãos, sobretudo asiáticos.

"As pessoas que se dedicarem a esta prática serão responsabilizadas criminalmente", avisou, frisando que "os estrangeiros que cá estão devem ser tratados como os angolanos".

Foram detidos 81 cidadãos, 68 por desobediência e seis por resistência, 4 por exercício ilegal da actividade de moto-táxi, dois por tentativa de suborno e um por ofensa corporal.

O responsável do MININT relatou também que foram dispersos no Huambo mais de 75 cidadãos que se tinham reunido para uma partida de futebol, o que está também proibido.