Fiscais agredidos em Luanda por cidadãos maioritariamente estrangeiros

A polícia angolana deteve sete homens, na sua maioria estrangeiros, acusados de agredirem sete fiscais, dos quais quatro ficaram gravemente feridos, quando realizavam a sua actividade no município do Cazenga, província de Luanda.
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A informação avançada pelo administrador do município do Cazenga, Vítor Narciso, dá conta de que os fiscais foram agredidos pela população com enxadas, catanas, paus e ferros, sendo os principais agressores donos de armazéns daquela zona nos arredores de Luanda.

O responsável referiu que o acto de agressão, que considerou bárbaro, foi iniciado por indivíduos estrangeiros provenientes de países do oeste africano. "Eles iniciaram a agressão à nossa fiscalização e ficámos com sete feridos na totalidade, quatro deles feridos graves e outros feridos ligeiros", explicou Vítor Narciso.

Segundo o administrador, sete indivíduos encontram-se já presos, a maioria estrangeiros de países do oeste africano, donos de armazéns naquele município. "Nós não podemos permitir que essa situação aconteça no nosso município, não podemos aceitar esse tipo de comportamento, quando de facto se pretende é organizar o nosso município, daí que eu orientei que se encerrasse os armazéns, que se identificassem as pessoas que iniciaram a agressão aos nossos fiscais e que se desse uma punição severa às pessoas que estão detidas, onde eles devem de facto responder na justiça pelos actos por eles praticados", disse o responsável.

A actuação dos fiscais em Angola, que geralmente utilizam traje civil e não têm identificação visível, tem sido criticada pela população e citada em vários relatórios internacionais pela forma realizam as suas actividades.

Na semana passada, em conferência de imprensa, o governador da província de Luanda, Higino Carneiro, reconheceu que há fiscais que actuam à paisana, o que impossibilita a sua identificação.

De acordo com Higino Carneiro, as autoridades estão a trabalhar no sentido de se evoluir para a criação de uma polícia municipal para dar resposta a estes aspectos de conflitualidade com os cidadãos "por força do desconhecimento ou da falsificação dos documentos, que depois deixam uma má imagem à própria fiscalização".

"Mas até lá podemos dar um vestuário diferente, que é possibilitado, com um distintivo que se reconheça que aquele cidadão que nos interpela e fala connosco pertence àquela municipalidade e que é uma extensão da polícia de facto", disse Higino Carneiro.

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