Maior projecto imobiliário de Angola vai recrutar 20 mil trabalhadores

Empreiteiros angolanos, norte-americanos e italianos vão juntar-se a investidores canadianos para nos próximos 15 anos, construir 60.000 habitações sociais em dez províncias de Angola, segundo contrato de investimento assinado em Luanda.
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Trata-se de um projecto privado angolano, orçado em cinco mil milhões de dólares, o maior empreendimento imobiliário do género no país, cujo contrato foi esta quarta-feira formalizado na Agência Nacional de Investimento Privado (ANIP).

"Temos um projecto para 15 anos, vamos fazer um grande esforço porque sabemos a carência que existe, de habitação, no país", explicou aos jornalistas Hernâni Ribeiro, director-geral da Organizações Ribeirinho, promotor angolano do investimento.

Envolverá o recrutamento de 14.000 trabalhadores angolanos e seis mil expatriados, sendo financiado por investidores canadianos e envolverá empreiteiros de várias nacionalidades. "Afinal de contas, 60.000 casas não se constroem apenas com um empreiteiro. Temos vários", assumiu Hernâni Ribeiro.

De acordo com os termos do contrato de investimento, conforme noticiado anteriormente pela Lusa, está prevista a construção de 60.000 casas de tipologia T3, de 100 metros quadrados, entre as províncias de Luanda (15.000), Bengo, Zaire, Malanje, Cuanza Sul, Lunda Sul, Moxico, Huambo, Huíla e Benguela.

O contrato de investimento, já rubricado, foi aprovado por decreto presidencial, de 5 de Janeiro, documento que sublinha o objectivo de "melhoria do bem-estar das populações, o aumento do emprego, bem como o fomento do empresariado angolano".

Ao abrigo da Lei do Investimento Privado, este projecto contará com apoios públicos, através do contrato entre a ANIP, que representa o Estado angolano, e o investidor. Nomeadamente a isenção do pagamento de vários impostos - Industrial, sobre Aplicação de Capitais, Aduaneiros entre outros -, durante três a cinco anos.

A implementação de um projecto habitacional "com viabilidade socioeconómico com qualidade", a promoção das regiões "mais desfavorecidas" do país e a criação de novos postos de trabalho são objectivos assumidos pelos promotores deste investimento.

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