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Eurasia: auditoria ao Fundo Soberano mostra empenho contra a corrupção

A consultora Eurasia considerou que a abertura de um concurso público para uma auditoria ao Fundo Soberano de Angola mostra o empenho do Presidente em combater a corrupção e garantir a fonte de financiamento.

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"O Presidente de Angola continua empenhado em avançar com o combate à corrupção", lê-se numa análise à autorização dada por João Lourenço para a abertura de um concurso para a aquisição de serviços especializados de um auditor independente para realizar a auditoria das contas do Fundo Soberano de Angola.

No comentário, enviados aos clientes e a que a Lusa teve acesso, os analistas desta consultora escrevem que "a autorização da auditoria, que pode resultar em mais alegações de corrupção, pretende aprofundar a campanha anticorrupção e garantir que o fundo continua uma fonte credível de financiamento para os projectos governamentais".

O Fundo Soberano de Angola, lembram os analistas, "esteve envolvido em controvérsia desde que Lourenço removeu o filho do antigo Presidente José Eduardo dos Santos, em 2018, no seguimento de acusações de fraude".

O Fundo, acrescentam, "está a ser usado para garantir as necessidades de financiamento de curto prazo, especialmente para financiar o Plano Integrado de Intervenção Municipal, que visa melhorar as infra-estruturas rurais".

De acordo com um despacho presidencial publicado em Diário da República a 19 de Fevereiro, é autorizada a despesa para abrir um concurso limitado por convite para auditoria das demonstrações financeiras do Fundo Soberano no actual exercício económico.

A nomeação do auditor será feita pelo Presidente da República, de acordo com o documento.

O Fundo Soberano de Angola (FSA) obteve em 2019, ano a que se reporta a última informação financeira, um resultado líquido de 234 milhões de dólares após dois anos de prejuízos.