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Política

UNITA quer ouvir a ministra das Finanças, governador do BNA e PCA do BPC

A UNITA quer ouvir a ministra das Finanças, o governador do Banco Nacional de Angola (BNA) e o presidente do Conselho de Administração (PCA) do Banco de Poupança e Crédito (BPC) sobre os despedimentos e o encerramento das mais de 70 agências daquele banco. Os pedidos de audição foram submetidos, esta Terça-feira, pelo grupo parlamentar da UNITA ao gabinete do presidente da Assembleia Nacional.

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Em comunicado, enviado ao Novo Jornal, o partido afirma que é "urgente" ouvir os responsáveis uma vez que "o BPC está praticamente falido por culpa dos que dele se serviram para fins pessoais e do seu partido".

Em causa está o despedimento de cerca de 2000 trabalhadores do banco e o encerramento de 73 agências do BPC, "quando o Executivo prometera criar 500 mil postos de emprego e o combate à corrupção como solução para melhorar o desempenho da economia", avança a UNITA.

O partido acusa a Procuradoria-Geral da República de ter na sua posse os nomes, mas de não exercer "as competências constitucionalmente consagradas para investigar e eventualmente acusar os prevaricadores".

No comunicado, citado pelo Novo Jornal, o partido diz estar disponível para "ajudar, aconselhar e sugerir possíveis caminhos". 

A par dos problemas no BPC, a UNITA também quer ouvir responsáveis sobre os problemas do lixo na capital. Para esta matéria, o grupo parlamentar pediu a realização de audições da governadora de Luanda, da ministra das Finanças e do ministro da Cultura, Turismo e Ambiente.

"Numa altura em que o Executivo alega falta de recursos para melhorar a assistência nos hospitais, o mesmo Executivo disponibilizou um crédito adicional suplementar de mais de 34 mil milhões de kwanzas para a recolha e tratamento do lixo em Luanda", diz o partido.

Estas audições servirão para descobrir "o que falta para que se resolva de uma vez por todas o problema do lixo cujo impacto ambiental periga a saúde dos habitantes de Luanda".

De acordo com o comunicado, o partido também quer ouvir o ministro da Construção, Obras Públicas e Ordenamento do Território sobre a gestão das habitações nas centralidades, considerando que a "muitas delas" estão desabitadas e em risco de degradação, "quando milhares de angolanos continuam sem tecto e sem dignidade, no que diz respeito ao direito fundamental de ter uma habitação condigna".

Os ministros do Interior e da Justiça e Direitos Humanos também fazem parte da lista da UNITA, que quer analisar a gestão "pouco transparente das prisões".

Na lista de audições constam ainda os nomes das ministras da Educação e Ensino Superior. O partido do 'Galo Negro' quer perceber que "soluções estão a gizar para satisfazer as reivindicações dos docentes, cujos sindicatos ameaçam novas greves por registarem injustiças na remuneração em função do tempo de serviço".