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Angola realizou primeiros testes pós-desembarque com elogios de passageiros

Centenas de passageiros realizaram testes pós-desembarque à chegada a Luanda, no aeroporto 4 de Fevereiro, medida que se tornou obrigatória a partir deste Sábado, elogiando a iniciativa que decorreu sem grandes constrangimentos.

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Os passageiros, provenientes de Portugal, Brasil e África do Sul, países com os quais Angola vai suspender as ligações aéreas directas a partir de 24 de Janeiro, encontraram à chegada à capital um hangar designado para o efeito, onde eram disponibilizadas cadeiras, bem como água e sumos para quem necessitasse.

"Estavam bem organizados. Entre a aterragem, teste, passagem pela imigração e apanhar a bagagem foram cerca de duas horas", testemunhou Zélia Dionísio, que trabalha numa empresa do sector alimentar e aterrou Sábado em Luanda às 07h05, proveniente num voo TAAG de Lisboa.

Segundo relatou à Lusa, a testagem decorreu num hangar próximo do aeroporto, onde se encontravam mais de duas dezenas de mesas com funcionários para preencher os dados pessoais dos passageiros e fazer o teste rápido de covid-19.

Zélia Dionísio adiantou que as filas estavam organizadas e houve o cuidado de não deixar os passageiros expostos ao sol, bem como dar prioridade a passageiros mais velhos ou famílias com crianças.

"Quando chegamos, é-nos medida a temperatura, passamos por um jacto de desinfecção e vamos então para uma mesa onde preenchem os dados e depois vão chamando os passageiros", descreveu.

Segundo disse, o processo decorreu de forma eficiente e recebeu o resultado do teste em cerca de dez minutos, podendo então cumprir as formalidades normais da entrada em Angola e recuperar a bagagem. Os passageiros que testam positivo são obrigados a cumprir quarentena institucional.

Zélia Dionísio elogiou a medida do Governo: "Acho que faz sentido, dadas as circunstâncias e a realidade do país", comentou.

Para esta cidadã portuguesa, "esta é uma forma adicional de Angola se proteger", tendo em conta que muitos casos foram importados.

"É um pouco mais de transtorno para nós, que fizemos o teste, mas ainda por cima os testes são suportados pelo Governo, há essa facilidade", acrescentou.

Outros passageiros que regressaram a Angola no mesmo voo partilharam nas redes sociais a experiência positiva do primeiro dia de testagem pós-desembarque, que consideraram ter decorrido de forma rápida e organizada.

O voo de Lisboa foi o primeiro a chegar ao aeroporto, estando previstos mais um voo de Portugal, um da África do Sul, proveniente de Joanesburgo, e um do Brasil, vindo de São Paulo.

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