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Africanos são os mais optimistas quanto ao futuro, aponta inquérito da ONU

Um inquérito realizado pelas Nações Unidas a 1,5 milhões de pessoas de 195 países, concluiu que os africanos são os mais optimistas em relação ao futuro, com 59 por cento dos inquiridos a acreditar que a meio do século o planeta estará melhor do que está hoje.

: Lusa
Lusa  

De acordo com o inquérito, de um modo geral, quase metade da população mundial acredita que em 2045, ano em que a ONU celebra 100 anos de existência, a situação global será melhor. Um terço considera que a situação vai piorar, sendo que os americanos são os que apresentam as opiniões mais pessimistas.

O estudo mostrou ainda que 20 por cento dos inquiridos acredita que o mundo permanecerá o mesmo em 2045.

A ONU concluiu que os mais optimistas em relação ao futuro são os africanos. A região onde a população está mais optimista é a África Subsaariana, onde 59 por cento dos inquiridos acreditam que em 2045 o planeta estará melhor do que está hoje, em comparação com 52 por cento na Ásia Central e do Sul, 51 por cento na Ásia Oriental, 34 por cento nas Américas e 32 por cento na Europa.

Por outro lado, os americanos são os que se apresentam mais pessimistas. A região com mais pessimistas é a América do Norte, onde 49 por cento dos inquiridos preveem um mundo pior num quarto de século, enquanto na América Latina e Europa a percentagem é de 48 por cento, na Ásia Oriental cai para 32 por cento, na Ásia Central e do Sul é de 30 por cento e na África Subsaariana é a mais baixa, com apenas 20 por cento.

Sobre as principais preocupações neste momento, os inquiridos apontaram o acesso aos cuidados de saúde e o apoio às áreas afectadas pela crise. A longo prazo, os inquiridos mostram-se preocupados com as alterações climáticas, conflitos armados e os riscos ligados às novas tecnologias.

A América Latina foi a região onde as alterações climáticas foram mais citadas como a principal ameaça no futuro (por 73 por cento dos inquiridos), com percentagens também elevadas na América do Norte e Europa (71 por cento), mas caindo para cerca de 40 por cento em áreas como a Ásia do Sul ou a África Subsaariana.

O inquérito foi apresentado esta Sexta-feira, no âmbito do 75.º aniversário da ONU, numa conferência de imprensa em Genebra.