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Economias dos PALOP crescem já este ano, estima Banco Mundial

O Banco Mundial estima que todas os países africanos lusófonos regressem ao crescimento económico já este ano, com excepção da Guiné Equatorial, que deverá manter a recessão dos últimos anos em 2021 e em 2022.

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De acordo com o relatório sobre as Perspectivas Económicas Globais, divulgado esta Terça-feira em Washington, Angola deverá crescer 0,9 por cento, depois de ter experimentado o quinto ano consecutivo de recessão em 2020, e Cabo Verde recupera da queda de 11 por cento no ano passado para assistir a uma retoma de 5,5 por cento este ano.

O documento, que estima que a África subsaariana cresça 2,7 por cento este ano e 3,3 por cento em 2022, abaixo do anteriormente previsto, devido às consequências económicas da pandemia de covid-19 na região, que em 2020 registou uma recessão de 3,7 por cento, aponta também que a Guiné Equatorial teve um crescimento económico negativo de 9 por cento no ano passado e deverá manter-se no 'vermelho', com a riqueza a cair 2,8 por cento este ano e 1,2 por cento em 2022.

Guiné-Bissau, com uma expansão de 3 por cento este ano e 4 por cento em 2022, também recupera da queda de 2,4 por cento no ano passado, o mesmo acontecendo com Moçambique, que depois de uma ligeira contracção de 0,8 por cento em 2020, regista este ano um crescimento de 3 por cento e de 4 por cento no ano seguinte.

Nas previsões divulgadas esta Terça-feira, que pioram a estimava de crescimento este ano para a África subsaariana de 3,1 por cento para 2,7 por cento, o Banco Mundial antevê que São Tomé e Príncipe recupere da queda de 6,5 por cento em 2020 para registar um crescimento de 3 por cento este ano e de 5,5 por cento em 2022.

O relatório aponta que os países mais atingidos foram os exportadores de petróleo, incluindo os lusófonos Angola e Guiné Equatorial, e os dependentes do turismo, como Cabo Verde ou São Tomé e Príncipe, para além dos países com um elevado número de casos, entre os quais a África do Sul, o país mais atingido nesta região.

Para este ano, o Banco Mundial prevê uma recuperação de 2,7 por cento na região, salientando que "enquanto a recuperação no consumo privado e investimento deverá ser mais lenta que o anteriormente previsto, o crescimento das exportações deverá acelerar gradualmente, em linha com a recuperação da actividade nos principais parceiros comerciais".

Ainda assim, o PIB (Produto Interno Bruto) per capita deverá cair novamente este ano, à volta de 0,2 por cento, o que, salienta o Banco Mundial, "coloca os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável ainda mais fora do alcance de muitos países na região e empurra dezenas de milhões de pessoas para uma situação de pobreza externa neste e no ano passado".

A nível global, o Banco Mundial reviu em baixa a projecção do crescimento da economia global para 4 por cento em 2021, esperando ainda uma contracção de 4,3 por cento em 2020.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.854.305 mortos resultantes de mais de 85 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em África, há 67.928 mortos confirmados e mais de 2,8 milhões de infectados em 55 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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