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UNESCO elogia Angola pelo trabalho de preservação de Mbanza Kongo

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) reconheceu e elogiou o trabalho desenvolvido por Angola para preservar os monumentos e sítios de Mbanza Kongo, elevado a Património Cultural da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura há três anos.

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"Realizamos uma reunião com os peritos da UNESCO, onde Angola foi elogiada pela forma como deu resposta às recomendações daquele órgão das Nações Unidas. Os especialistas disseram que estamos no bom caminho. Gostaram do trabalho realizado até ao momento", disse Pedro Makita, presidente do Comité de Gestão Participativa do centro histórico, citado pelo Jornal de Angola.

Pedro Makita revelou que apesar da pandemia e dos problemas financeiros, o país conseguiu cumprir seis das sete recomendações deixadas pela UNESCO.

Na lista de recomendações fazia parte a remoção das antenas do centro histórico, a desactivação da pista actual do aeroporto Mbanza Kongo, a confirmação do funcionamento do sistema de gestão transversal, a aprovação do regulamento do plano urbanístico, a elaboração da estratégia de gestão do turismo e a elaboração dos indicadores precisos na base do valor universal excepcional.

A única recomendação que ainda não foi cumprida diz respeito à desactivação da pista do aeroporto, que, sempre que há voos, provoca um impacto negativo no património.

Contudo, a secretária de Estado da Cultura, Maria da Piedade de Jesus, explicou que o terreno para construir o novo aeroporto já foi desminado e que os trabalhos estão em curso, no entanto, só será possível desactivar o aeroporto actual quando o novo estiver concluído.

Já Biluka Nsakala Nsenga, coordenador do centro histórico, indicou que são feitos regularmente trabalhos de limpeza nos monumentos e sítios históricos.

Quanto aos vestígios recolhidos nas escavações arqueológicas, o responsável explicou que estes estão guardados num sítio seguro enquanto se espera pela aprovação da construção do novo Museu do Reino do Kongo: "O novo museu do Reino do Kongo vai reflectir a cultura da região, ou seja, de todos os países que faziam parte deste Reino, nomeadamente Angola, República de Democrática do Congo, Congo Brazzaville e Gabão".

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